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Tuesday, December 22, 2009

Quase Natal

Dessa vez, quero muito que o novo ano chegue - cobrir férias alheias é muito pior que meu trabalho chato.

O estresse é tanto que tenho a sensação de que não vou sentir que é Natal, fim de ano. O jeito é torcer p'ra que a ida ao Rio ajude.
Sem pensar em presentes ou o quê seja. Só cantarolar com o tal do Tim Minchin e manter o espírito gostoso vivo...

Tuesday, October 13, 2009

Sabe aquela sensação de "agora vai"? Então, ela ainda não chegou...

Wednesday, September 16, 2009

Eu achei que tinha uma boa ideia para escrever algo sobre a mudança. Fracassei.

Mas, Mushaboom começa a existir.

Wednesday, July 01, 2009

Gravada na memória

Vocês já tiveram a certeza de ter marcado, com uma só frase, a vida de alguém? Eu tive hoje, quando ouvi:

- Você é a primeira pessoa que diz que sou grosseira.

Acho que meu rosto não sairá da memória dessa pessoa...

Thursday, June 11, 2009

Porque chove


Gordo é triste: só eu pensei em Nhá Benta vendo as nuvens?

Thursday, March 26, 2009

Open happiness!

Monday, March 23, 2009

Um vídeo que combate a tristeza

Sara: recently i was feeling sad and so i googled the "ptosis" video. in particular i wanted to watch the blooper reel of that video. i was laughing so hard that i started crying. sometimes i think that is the funniest video i have ever seen, and i know that it’s because i was there. i know other people think its funny, but not hilarious and that’s understandable. but until i die, that will remain my favorite video of you. if i was really sad or sick i would play that video for myself.

Tegan: Agreed. I've shown it to quite a few people. It’s genius. I'm a genius. Obviously. It’s not funny because you were there, it’s funny because it’s actually really funny. So many people I know have not watched it. When I'm sick or sad I like to send the link to people. It’s important for me to feel like OTHER people think it’s funny for me to enjoy it. 



Eis mais um vídeo que me faz sorrir!

Wednesday, February 11, 2009

Foi

Acabou-se. E as fotos ficaram quase todas assim.
O jeito é eu tirar foto e não ser a modelo mesmo...

Thursday, November 15, 2007

I ain't got nothing to say

I'll just dance



Tegan and Sara (cover de Bruce Springsteen) - Dancing in the Dark

Wednesday, October 24, 2007

Procuro

a garota com latas, grafite preto, pregos e rolos fotográficos; a garota que quer libertar duendes de jardim; a garota que as nuvens com cabelo cor de merengue não conseguem beijar; a garota que pula em poças e ri com o barulho dos passos dentro de meias encharcadas; a garota que sente o fim do mundo a cada noite de domingo; a garota que morde mangas de blusas quando fica ansiosa; a garota que se delicia ao não sentir o tempo passar enquanto desfaz as costuras de uma roupa velha; a garota que caminha mais devagar conforme a quantidade de sorvete que ainda tem nas mãos;...

Perdi você em algum lugar, pelo caminho. Desculpe... e volte!

Friday, October 12, 2007

Starálfur

- Você ainda vai estar aqui quando eu acordar?
- Só se você quiser...
- Então... fica.

...

- Você tem medo de escuro?
- Você já me viu com medo?
- Você já me viu correndo?
- Hein?
- Só porque você nunca viu, não quer dizer que não seja possível.
- Engraçado você me perguntar isso. Quando você me criou, não me deu medo.
- Você sabe que não gosto quando você fala que eu...
- Sim, sim, eu sei. Não me deu medo, mas insistiu p’ra que eu me sentisse real, e não falasse como se de outra forma fosse.

...

- Você gostaria de ter medo?

Saturday, February 18, 2006

Sabadão gostoso...

Dois mil e seis. Fevereiro. Dezoito. Sábado. Que beleza!

Uma daquelas noites em que "vanish into oblivion it's easy to do". So easy! Talvez eu devesse recorrer a Johnny Walker Red também.

Vanishing into oblivion...

Ainda assim, estou empolgada. Na próxima quinta-feira embarco em busca de minha sanidade, em busca de mim mesma. Sempre que perco a direção e me esqueço pelo caminho, sei bem onde me reencontrar. É p'ra lá que estou indo!

Ansiedade. Quero tanto fazer desses dias os melhores que vocês poderão ter ao meu lado que acho que p'ra isso terei que saber falar sobre óperas de Verdi, aprender a sapatear, imitar o Pato Donald e comer 15 cachorrões em dois minutos!

Ahá, já viram o que NÃO farei com vocês, né? Viram, não será tão ruim assim.

...

Deus existe! Dias após escrever aquela bobagem de "SAC divino", encontrei uma música por acaso: John Mayer cantando "Lover, You Should Have Come Over". John Mayer cantando Jeff Buckley num show! O mais interessante é que ele diz que tinha prometido a si mesmo nunca fazer isso. Maior prova que essa só se eu estivesse nesse show. Taí, coisa que nunca vai acontecer, né?

Mick Jagger, seu namorado Keith Richards e os outros dois divertem milhões. John me chama, a gravidade me puxa p'ra baixo. Tento me segurar com o máximo de força possível com meus braços envolta de seu pescoço. Ah, gravidade, leave me be!

Já nem sei se ainda estou escorregando ou se já me acostumei a essa sensação.

Ana Carolina, já disse p'ra você só assistir "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" quando estiver bem!

Sunday, February 12, 2006

Revisão sobre mim mesma

Ontem reli as postagens que já coloquei aqui e cartas e textos inacabamos de meses, anos atrás. Sem dúvida essa última, "SAC Divino", é a pior de todas. Mas, no geral não sei dizer o que acho de minhas palavras.

Ora penso que algumas das minhas frases são daquelas que eu iria adorar encontrar em algum livro; ora elas soam como pedantes, piegas, previsíveis, comuns, "mamãe, quero ser fofa", "mamãe, quero ser querida", "mamãe, eu me acho talentosa"... Mamãe, me tira daqui?

Além disso, achei bem patético perceber que não consigo escrever sobre outra coisa a não ser EU mesma (coisa que estou fazendo nesse exato momento. Tsic, tsic, tsic...). Mesmo quando não sou uma das personagens, eu estou lá: em gestos, manias, preferências, sonhos. Fica ainda pior quando tento inventar personagens. Parto de algo que aconteceu comigo com a intenção de, pelo menos na ficção, tomar decisões diferentes, mas acabo com a reprodução dos fatos mascarada por nomes quaisquer.

Glau disse que eu deveria escrever um livro, eu argumentei que não tenho talento e nem disciplina p'ra tal e ainda disse que não há nada demais no que escrevo porque são só formas de contar coisas tolas dos meus dias, não são grandes idéias, são só transcrições. Ela disse algo legal sobre isso ser uma coisa boa, ela quase me convenceu (quase porque sou muito teimosa) de que coisas da vida são as melhores idéias p'ra se escrever algo.

Gostaria de lembrar o que foi que ela disse...

Thursday, December 29, 2005

Dating Ancient Ghosts

Dia 24 à noite, ceia de Natal com o velhinho, barbudo e barrugudo... Ok, ele emagreceu bastante e nem é tão velho assim. Papai. Bem, ao menos agora ele sabe que há uns 5 meses já não moro aqui em Maringá. Antes tarde que mais tarde, não?
Ele continua o mesmo: teimoso, repetitivo, relapso, sabichão, dono da verdade,... Não, não estou reclamando. Muito pelo contrário, essa é a imagem que tenho de pai. Ele ainda se encaixa nela. Bom ver que algumas coisas não mudam (ao menos as coisas que não precisam mudar).

Trabalho de História do Brasil 2 p’ra terminar até amanhã. Tudo bem, já escrevi umas 30 linhas. Uhuuu! “Que sucesso!”, diria Nanda. Mas, como posso fazer uma análise de um documento do período imperial estando de volta ao meu habitat natural?!

O apartamento no qual morei 213 dos meus 236 meses de vida. Estranhamente, ele parece menor, todos os cômodos parecem menores do que eram há 5 meses. Mesmo assim, tudo continua seguro, acolhedor, fofo. Os móveis (desenhados por mamãe) de madeira fresca e forte ainda são melhores que as cadeiras.
Subo nas estantes p’ra pegar livros. Lembro que precisava subir numa cadeira p’ra depois alcançar a primeira prateleira, achava alto e ainda tinha que me esticar muito, com perigo de cair de costas, p’ra conseguir pegar o exemplar que queria. A graça está: que livro será que eu aos 6, 7 anos poderia querer?! Seria Garcia Márquez ou Balzac?
Hoje, quando subi, quis consultar Poe. A altura já não me diverte, já nem considero altura mesmo. Tão decepcionante re-experimentar coisas que eram “sacos de risadas” e perceber que, como uma bexiga, esse saco se esvaziou.
Não quero mais bexigas! Quero uma bola de látex bem grosso e resistente. Daquelas que vemos em praias e ficamos com vontade de ter uma, mesmo tendo a certeza de que não brincaremos com ela em outras ocasiões. É, essas duram. Não nos divertem mas duram.

Bleh, o que é melhor: uma bexiga que aproveitamos ao máximo por saber que vai murchar ou bola de praia que dura mas não diverte? Quero os dois, essa é a verdade. Quero aproveitar cada fôlego da bexiga e depois poder contar com a duração da bola de praia.
Acho que é por isso que estou me sentindo tão bem aqui em Maringá: é minha bola de praia! Aqui descanso da sensação de fracasso por não estar aproveitando minha bexiga, Brasília.
Não estou tão bem assim... Pelo menos, não tanto quanto gostaria.
A cada porta desse apartamento tão seguro dou mais um passo em direção aos meus 16 anos. A cada cômodo lembro de um sonho que ficou esquecido em alguma gaveta que só agora volto a abrir; cada canto traz de volta as lembranças que me prendiam numa sensação que eu julgava ser boa; cada armário aberto me mergulha novamente em expectativas que me afogam;...
Lembro de quem eu era e o que esperava ser. Olho para o que me tornei. SOCOR.... NÃO! Não vou pedir socorro! Não vou gritar. Gritar p’ra quem? P’ra eles? Nem precisei gritar p’ra eles virem me encontrar.
Um pegou minha mão e o outro passou o braço por sobre meu ombro. Ah, que saudade de caminhar com essa “escolta”. Em poucos segundos já estamos caminhando pelas ruas de Florença, decidimos tomar sorvete naquela sorveteria perto de casa.
Lá um amigo e uma amiga nos encontram. Os cinco saem em direção ao cinema. Depois, lanchonete, bar e, muito mais tarde, casa. No dia seguinte, marcas de unhas nas costas e pescoços, risadas e confissões durante o café da manhã. À tarde saio p’ra caminhar aproveitando o frio do inverno e o vento que de tão gelado parece querer me lembrar de que estou viva.

...

- Carolina, vá dormir! – sem saber, com essa palavras minha mãe parou o vento, afastou o frio e me trouxe de volta.

É, foi só mais um sonho. Dos melhores, daqueles de olhos abertos. Já que “acordei” dele, vou dormir.

Fiquem bem

Tuesday, December 13, 2005

Pequenos prazeres de atos maquinados

Chuva. Céu escuro. Chuva forte. Céu cinza. Chuva fininha. Pé-d'água. Eu caminhando. Ana Carolina, "Eu Te Amo". Gramado entre blocos. Crianças. Supermercado. Prateleiras. Brócolis. Pão. Sem colesterol. Frango. Coca-Cola. Caixa. Até dez volumes. Demora. Chuva fraca. Eu voltando. Maia Sharp, "Willing to Burn". Eu mudando de direção. Caminho mais longo. Wendy Rene, "After Laughter". Eu entre blocos que nem sei se são L,M,X ou Z. O CD acabou. Sacolas na mão esquerda. Abro a bolsa. Play. Brian Eno, "By This River". Chuva engrossa. Passos mais lentos. Droga. Cheguei.

Bolso direito. Molho de chaves nº1. Chave com formato mais reto. Portaria. Chave redonda. Correio. "Jornal do Senado". Mais um que ele não vai ler. P'ra mim? Nada. Nove degraus. Esquerda. Nove degraus. Primeira porta. Boliviana feia e sem educação grita com projeto de boliviano com menos educação ainda. Esquerda. Oito degraus. Esquerda. Oito degraus. Oba, dessa vez o DVD não é do Belo. Esquerda. Oito degraus. "Olá, queridos. Fazia tempo, não? Fiquem bem". Barulho leve de asas ainda mais leves. Mas, eles não voam. O casal continua na vidraça. Penas escuras, peito branco. Esquerda. Oito últimos degraus. 306. Uhuu! A pseudo-revoltada está ouvindo e gritando Marcelo D2, como sempre. 305. Molho de chaves nº1. Mão direita, chave dourada. Força o buraco meio emperrado. Chaveiro nº2. Mão esquerda, chave tetra. Entra no buraco meio emperrado. Empurrão com força. Porta meio presa. Tapete. Duas vezes pé direito. Duas vezes pé esquerdo. Entrei.

Monday, December 12, 2005

''In italiano"

Oggi mi sono svegliata “in italiano”. Per chè? Non lo so. Mi sono alzata e subito già estavo a urlare: “Non ti devi preoccupare, me la saprò cavare”.

Mi manca sentire qualcosa dolce come: l’anima, gli occhi, senza (non so dire perchè mi piace tanto una parola che sembra vuota), stringersi, dimenticarsi, riuscire, pioggia,... Sì, sì, so che non hanno mai detto qualcosa dolce a me, ma... Credo che il giorno di parlare e sentire si avvicina da me.

Mentre aspetto questo giorno, penso sul alcuni versi che sono “legati per non slegarsi mai” ai miei pensamenti:
(Vorrei che potestre sentire la pronuncia)

“C'è un tempo per i primi sospiri tesi insicuri,
finchè l'imbarazzo va via,
col sincronismo dei movimenti, coi gesti lenti
conosciuti solo in teoria,
come nelle favole,
fin sopra alle nuvole,
convinti che quell'istante durerà
da lì all'eternità
(…)
C'è un tempo per qualcosa sul viso, come un sorriso
che non c'era ieri e oggi c'è
sembrava ormai lontano e distante, perso per sempre,
invece è ritornato con te,
con te che fai battere
il cuore che fai vivere”

Lo Strano Percorso - 883

E, c’è ancora "La Mia Storia Tra Le Dita" di Gianlucca Grignani, ma... Non riesco scegliere i versi. Sono tutti perfetti!

“Ora che fai
Cerchi una scusa
Se vuoi andare, vai
Tanto di me
Non ti devi preoccupare
Ne la saprò cavvare
Stasera scriverò una canzone
Per soffocare dentro una esplosione
Senza pensare troppo alle parole
Parlerò di quel sorriso
Di chi ha già deciso
Quel sorriso che una volta
Mi ha aperto il paradiso”


Vocês não fazem idéia da dificuldade que tive p'ra escrever esse textículo. Seis meses sem aulas e já esqueci quase tudo. Hmmm... É... Ãh... Alguém aí vai apontar os vários erros que devo ter cometido? Vai ficar feio! Foi um tentativa de praticar, esquecer menos e... Bleh, nada de desculpas. Lembrar do mais novo lema: "le scuse puoi infilarle gentilmente dove preferisci tu". (T. Ferro)

Sunday, December 11, 2005

Cai um dos últimos pilares da resistência!

Pois é, até eu, minhas caras!

Diário. Nunca tive um. Quando era mais nova achava inútil perder tempo escrevendo sobre as coisas ao invés de vivê-las. Pensava: "Escrever sobre o quê? Já que escrevo e não vivo". Cresci, ou melhor, envelheci e percebi duas coisas: escrever é uma forma de se viver (uma das mais gostosas, inclusive) e nem sempre querer é o suficiente para se viver. Ah, o tempo traz coisas... E leva outras.

Quanto a blog minhas opiniões eram ainda piores: coisa de gente sem vida que tenta impressionar os amigos também sem vida; coisa de gente com mania de aparecer; a última tentativa de ter seus 15 minutos de fama; blá blá blá. É, ainda acho tudo isso, mas já tive oportunidade de encontrar agradáveis exceções a regra.

Não quero ser uma agradável exceção, não quero impressionar vocês (seres sem vida!), não busco meus minutos de fama (já os tive. Jô Soares em 2001! Pffffffff...). O que quero? - perguntinha recorrente, hein. Quero tentar me levar até vocês. E, se vocês aceitarem, vou ficar. Vou ficando até que canse e deixe de lado. Será mais um projeto abandonado. Mais um. Só.

Sem crises. Começo.

Fiquem bem (p'ra garantir que sou eu mesmo quem escreve)