Tuesday, September 25, 2007

Esses dias de calor...

Tem Bob Esponja, sorvete com granulado, nada, Coca-Cola, confissões, croissants, brincadeiras com Dalila, oversharing, coincidências nas infâncias, bolacha de coco, blues, molho de tomate acompanhando qualquer coisa, "Oh, you touch my tralala...", nada, requeijão p'ra dar sabor a tudo, "pare de comer os dedos, garotinho", dedos brincando na barba, Alpino, "deixa que eu faço isso, moça", cafuné com cheiro de frutas, puré da Lúcia,...

E ainda sobra tempo p'ra mais:



Ei, nós poderíamos estar roubando, poderíamos estar matando,...

Wednesday, September 12, 2007

Desafio

Encontre, no texto abaixo:
- duas músicas;
- uma banda;
- duas frases "mamãe, quero escrever bonito";
- uma frase "Tão Ana isso";
- um parágrafo pedante;
- X erros de português;
- muita falta do que fazer


Caleidoscópio de cores


Quatro e quarenta e nove minutos. Não é só o calor, nem a monotonia da voz que vem na direção quadro-negro-eu.

As cores ainda pulam em meus olhos, após a manhã passada brincando com fotos. É como enxergar uma canção de Jimi Hendrix.

Ribbons of euphoria sem vento. As paredes e os vidros são uma panela de pressão que impedem que meus gritos escapem. Mudos, meus sorrisos também ficam presos.

No ambiente seco não tenho possibilidades de pular. É o contrário do que canta a banda gelada. Uma rosa sem vitória. Longe do túnel azul.

Tons pastéis voltam aos meus olhos.

Hoje, sou laranja...

Tuesday, September 11, 2007

Uma música p'ra você, garotinha


Helen Sjoeholm - Gabriellas Sång

Det är nu som livet är mitt

It is now that my life is mine

Jag har fått en stund här på jorden

I’ve got this short time on earth

Och min längtan har fört mig hit

And my longing has brought me here

Det jag saknat och det jag fått

All I lacked and all I gained



Det är ändå vägen jag valt

And yet it’s the way that I chose

Min förtröstan långt bortom orden

My trust was far beyond words
Som har visat en liten bit

That has shown me a little bit

Av den himmel jag aldrig nått

Of the heaven I’ve never found



Jag vill känna att jag lever

I want to feel I’m alive

All den tid jag har

All my living days

Ska jag leva som jag vill

I will live as I desire

Jag vill känna att jag lever

I want to feel I’m alive

Veta att jag räcker till

Knowing I was good enough



Jag har aldrig glömt vem jag var

I have never lost who I was

Jag har bara låtit det sova

I have only left it sleeping

Kanske hade jag inget val

Maybe I never had a choice

Bara viljan att finnas kvar

Just the will to stay alive



Jag vill
leva lycklig

All I want is to be happy

För att jag är jag

Being who I am

Kunna vara stark och fri

To be strong and to be free

Se hur natten går mot dag

To see day arise from night


Jag är här och mitt liv är bara mitt

I am here and my life is only mine

Och den himmel jag trodde fanns

And the heaven I thought was there

Ska jag hitta där nånstans

I’ll discover it there somewhere

Jag vill känna att jag levt mitt liv

I want to feel that I’ve lived my life

Monday, September 10, 2007

Onde está, garotinha?

"Not Found

Sorry, but you are looking for something that isn't here."

Friday, September 07, 2007

Crying to the clicking of time...

Wednesday, September 05, 2007

O Varal

Mais um prendedor em mais um papel em seu Varal de Fracassos.

Neste estavam algumas poucas palavras: os primeiros parágrafos de um livro. A estória de uma garota que vivia em um só cômodo. Seu quarto, seu mundo, sua vida.

Com um sorriso de uma criança que, ao ver seu brotinho de feijão morrer no algodão, se lembra dos momentos verdes que teve, ela olhou seu varal. Contou de relance, sem querer exatidão e chegou à marca de uma parede cheia!

Livros começados, filmes velados, cartas não acabadas, fotos tremidas. Suas idéias mais íntimas, todas enfileiradas, lado a lado, se seguravam ao barbante. Com uma resistência descuidada, elas se mantinham firmes – muito mais do que jamais estiveram quando eram ainda só idéias em sua cabeça.

O primeiro de todos, um filme asa 400 completamente preto. Ela riu, lembrando que o erro, dessa vez, foi tão tolo que fez nascer a idéia do varal: um lembrete das tolices que estragam as coisas. Aqui nasceu o Varal do Fracasso. Numa dessas noites iguais a tantas outras: o canto das cigarras ensurdecia e trazia a mente técnicas de tortura (pingos de água na testa, músicas do Barney, episódios de novelas das seis, tudo isso ad nausea), a chuva ameaçava mas não caía, o vizinho fumava junto à janela e a fumaça subia, é claro, até sua sala. Dessa situação só poderia sair uma grande idéia mesmo...

Curioso: o Varal dos Fracassos parece ser sua única idéia que não fracassou. Curioso e quase poético. Talvez chegue a poético numa noite de terça-feira.

Mas, não era terça...

Ela continuou a olhar o varal, mas agora olhava também com os dedos: uma folha tão fina que ao toque lembrava um lençol e ao olhar deixava suas linhas e a letras quase indistintas do fundo branco. Quase não se sentia, quase não se enxergava. Mais uma vez, o riso foi inevitável: essa era a sua lista “Se souber responder essas questões, é você”. Agora, as questões não passavam de traços leves que não mudavam mais nem mesmo a folha na qual estavam escritas.

verba volant, scripta manent... Mas, até quando?

Alguns passos e estava diante de um conjunto de fotos. Pregadas aos pares, elas ocupavam pouco espaço físico, mas muito visual: eram o centro do varal e também, mas não por isso, o ponto que puxava os olhos tão logo se entrava no quarto.

Eram borrões em papel fotográfico. Cortes rápidos e brilhantes. Corpos que se mexiam deixando um rastro. “P’ra onde?” e seus olhos continuavam lá. Talvez fosse a impossibilidade de se enxergar o que pretendiam retratar, mas algo nessas fotos pareciam lançar um desafio de resistência; uma vez aceito o desafio, os olhos eram vencidos, mas as manchas indefinidas continuavam a passar rápidas pela mente.

Modo reprise. Fotos, páginas, letras, idéias agora passavam por sua cabeça como um filme de Jorge Furtado. Seus olhos corriam pelos prendedores, suas mãos estalavam seus dedos até estes se trançarem, seus pés marcavam o ritmo de sua excitação... Estava longe de uma ilha de flores, mas ainda assim sorria:

uma parede cheia, um varal cheio. Um varal cheio de fracassos. E ela não conseguia olhá-los sem sentir seu peito se encher do ar da realização.