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Saturday, January 24, 2009

Ontem, eu vi deus...


...e ela me disse:

"What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright"

Amém!

Friday, January 23, 2009

Música

Se eu precisasse descrever o que eu acho que uma música pode fazer alguém sentir, eu só conseguiria dizer: ouça Gobbledigook do Sigur Rós. E, eu acho, o sorriso de Björkinha concorda comigo!

(sou só eu, ou ver a alegria dela dá uma vontade enorme de bater em algo e marcar com os pés o ritmo da música?)

Gobbledigook (live with Björk at Náttúra Environment Concert)

 

 Eu sempre achei a música do Sigur Rós grandiosa, sempre me perguntei como eles conseguem reproduzir essa sonoridade ao vivo e, por algum motivo que agora tento (sem sucesso) encontrar, nunca tinha assistido a muitos vídeos deles ao vivo. Topei com este hoje e agora estou tomada pela vontade de ter vento no cabelo!

 Cante você também: Vindur í hárinu – úú!

 Ah, e tenho uma nova tese: crianças devem ser criadas na Islândia – crescer assistindo a shows como esse só pode fazer bem e, pelos vídeos que já vi, elas aprendem a ficar quietas curtindo a música!

E p'ra quem nunca viu, vale a pena tirar alguns minutos do dia p'ra assistir aos vídeos das músicas da banda. São lindos. Completam as canções, mas também existem, enquanto obras, mesmo sozinhas.

Alguns de meus preferidos: Sæglópur e, os mais lindos, Hoppípolla, Glósóli e Viðrar Vel Til Loftárása. 

Friday, January 02, 2009

Cantando Two of Us dos Beatles...

Thursday, January 01, 2009

Da virada e do que veio e vem depois...

Nao houve fogos de artificio, mas nao faltaram luzes pra brilhar no ceu.


Horas depois, o primeiro dia do ano exibia sua opcao por ignorar a limpeza que a chuva e o vento fizeram na noite anterior. E eu optei por ignorar a aptidao fisica e "performei" meu primeiro tombo de 2009! Melhor que o tombo, foi a risada. Infelizmente, nao ha registro de nenhum dos dois - a nao ser na memoria das testemunhas: Tunico, arvores, lago, patos, flores, adidas (a ave e os tenis), casas enormes e lindas,...



Comecei o ano caindo, mas tambem me levantando. Acho que e uma boa previsao...


Espero que 2009 nos traga tudo aquilo que sempre desejamos uns aos outros, mas que tanta vezes confessamos so aos ventos.

Os ventos... Sempre eles...

Feliz ano novo!
Fiquem bem
Beijo

Friday, December 12, 2008

Estou com vontade de algo macanudo


     Eu já tinha lido sobre Liniers (aqui ou aqui) tempos atrás, mas estava perdida entre leituras obrigatórias - aliás, a crítica que li comparava algumas criações desse jovem rapaz às de meu querido Quino! Agora, livre, vou tentar conhecer logo as suas obras. Pelo que o ave-google já me permitiu ver, é bem... Macanudo! 

     Depois conto p'ra vocês...



Wednesday, November 12, 2008

Ars longa, vita brevis est

Falando em Ingrid Michaelson...

"did you send in a picture with the words 'be ok' written on your face? if you did, it might be in this video we put together.
(...) 
thank you to everyone who submitted. if you did not make the cut, it was because the resolution was not high enough, not because i don't love you!

xo
ingrid"


Eu queria esperar até o vídeo estar no YouTube p'ra poder exibi-lo aqui, mas... parece que isso não vai acontecer tão cedo. Então, exibo o link só. Vamos lá, brincar de "onde está Ana?". 


      Caramba, estou num vídeo de música! Na eternidade da arte...

Friday, February 15, 2008

Feliz...


...dia de São Valentim p'ra todos!

Vá lá, um dia de atraso não é nada...

Thursday, October 04, 2007

E hoje...


"Hoje eu quero viver sem saber de nada"

Tuesday, September 25, 2007

Esses dias de calor...

Tem Bob Esponja, sorvete com granulado, nada, Coca-Cola, confissões, croissants, brincadeiras com Dalila, oversharing, coincidências nas infâncias, bolacha de coco, blues, molho de tomate acompanhando qualquer coisa, "Oh, you touch my tralala...", nada, requeijão p'ra dar sabor a tudo, "pare de comer os dedos, garotinho", dedos brincando na barba, Alpino, "deixa que eu faço isso, moça", cafuné com cheiro de frutas, puré da Lúcia,...

E ainda sobra tempo p'ra mais:



Ei, nós poderíamos estar roubando, poderíamos estar matando,...

Thursday, August 23, 2007

P'ra você, por mim

Era difícil, mas era preciso equilibrar tudo: a mochila pesada de tantos suprimentos; a máquina fotográfica, que sempre deveria estar à mão; e Dédalo, seu porco cor-de-rosa. Caminhava havia duas horas. O almoço tinha sido pouco, mas suficiente p’ra garantir a etapa final de sua jornada.

Nem parecia que estava viajando há duas semanas. Duas semanas em que tinha como sua única companhia Dédalo. Não fosse a ausência de polegares opositores e de estudo, Dédalo poderia escrever um livro, um longo livro, sobre as confissões da garota. Ora embaraçosas, ora engraçadas, ora patéticas, mas na maioria das vezes, tolas.

- Ai! Quantas vezes já tropecei hoje, hein? Você já nem deve mais se assustar ou achar que vou derrubar você, né? Vá lá, é o cansaço. Já estam... Ei! Não dê de focinho p’ra mim, não, mocinho! Não gosto quando você começa com sua atitude. Pfff... Como se você se importasse...

Duas semanas em que, quando teve oportunidade de conversar com alguém, se viu obrigada a explicar o porquê de carregar um porco.

- Blá blá blá... muita gente passando fome no mundo e eu levando um porco para o alto de um monte. Como se Dédalo fosse suficiente p’ra alimentar milhões de famintos! Como se eu fosse capaz de resolver vários problemas. Ok, desculpe, Deda, sei que sua situação não é um problema. Mas escolhi fazer isto! Mesmo sabendo que não vou ouvir um “obrigado” depois.

Quanto mais alto, mais frio, como é de se esperar.

- Vem, Dédalo, fique assim p’ra poder aproveitar do meu casaco também. Se você ficar se mexendo fica difíc... Dédalo, quieto. Isso, assim. Falta pouco agora. É, eu sei que você preferia ter vindo no verão, mas... Bleh, eu prefiro dias frios e sou eu quem carrega você. A vontade do mais forte, querido. Já contei quando foi que ouvi essa frase pela primeira vez?
Eu tinha uns 6 anos, estava numa fazenda com meus pais e meu irmão. Eu queria andar a cavalo, mas ele quis nadar. Eu estava sob seus cuidados, então nem adiantou eu pedir. Ele devia ter uns 15 anos e soltou essa “É a vontade do mais forte que vence”.
Não, não estou repetindo ações ruins. Meu irmão fez uso de sua “força” p’ra fazer o que ele queria e só. Eu estou aqui por você, Deda. Mesmo que na época melhor p’ra mim, ainda é por você.

O sol começava a baixar, aumentando o frio mas diminuindo a queimação.

- Deda, fica escondido. Esqueceu que vocês são os únicos, além dos homens e dos hipopótamos, que se queimam com sol? Bleh, eu sei que você sabe que isso é mentira. Mas precisa se proteger mesmo assim. “Use filtro solar” diria um grande poeta brasileiro, mas, no seu caso, não é possível.
Poxa, que sorte, hein, garoto? Por um lado, você não pode usar filtro solar, mas por outro, vive livre de ter que ouvir cada coisa. Ah, os poetas...

Seus passos estavam no modo automático, mas seus olhos estavam atentos. O fim de tarde se aproximava e com ele a escuridão. A garota começava a ficar ansiosa, o momento se aproximava. Já o porco... este continuava a aproveitar o embalo de ser carregado. Seu focinho às vezes parecia procurar algo a cheirar, mas o ritmo de acalanto o fazia perder a atenção e piscar mais vezes e por mais tempo que o normal.

- Deda, será que você se acostumaria a morar numa cidade? Comigo, eu digo. Apartamento, calor, concreto, barulho,... Não parece muito tentador, né? Bom... Eu arrumo uma cama confortável p’ra você. Ah, acho que poderia ser divertido.

O cair da noite, a escuridão, o momento, tudo isso se aproximava. Mas, também, o fim da viagem. A garota já sentia por isso, e ficava chateada por saber que Dédalo não iria corresponder. Por alguns instantes, a garota desejou que Dédalo a olhasse e que seus olhos dissessem “Eu também”. “Que bobagem!”, riu, mas precisou esconder de si mesma que o desejo não iria passar.
Não era resultado das duas semanas sem conversar com alguém. Era resultado de uma vida a espera de alguém que a acompanhasse em decisões que parecem sem sentido, em atitudes simples que parecem inúteis, em empreitadas bobas que parecem não levar a nada,... Alguém que precisasse de ajuda e pudesse ajudar. Alguém que a fizesse sentir que pode ajudar.

- Chegamos, e bem a tempo. Você pode ver o céu, Deda! Tá vendo esse azul todo? Isto é o céu. Eu fiquei bem impressionada quando aprendi que porcos não conseguem erguer a cabeça, por causa da musculatura do pescoço. Não consegui imaginar como seria uma vida sem o céu. Eu trouxe você aqui, Dédalo, p’ra isso. Este é o céu. Está azul agora, na verdade, consegue ver quantos tons de azul? Lindo, não? Daqui a pouco vai escurecer. Aí, você vai ver estrelas.
Ah, vai poder falar com elas, também, se quiser. Lembra de Olavo Bilac? “E conversamos toda a noite, enquanto a via láctea, como um pálio aberto, cintila”. Você vai ver como é bom e fácil. “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas."

Tinham chegado ao topo do monte. Num lugar plano, onde a garota estendeu sua toalha quadriculada, deixou cair sua mochila e libertou Dédalo. Ela ficou sentada, respirando o ar gelado que parecia encher seus sentidos com o cheiro de sonho realizado, enquanto olhava p’ra seu companheiro, amigo e motivador. Este, por sua vez, cheirou a toalha por alguns segundos e se rendeu: o ritmo da caminhada o tinha ninado, se aproximou da garota e seu casaco e, dobrando seus joelhos, se aninhou.

Juntos e quietos, eles esperavam a noite chegar.

- Ok, confesso: foi por mim, também, que vim. Por você e por mim. Lembra de “New Deep” de John Mayer? Aquela que mais ouvimos nestes últimos dias. Então, e os versos que eu canto mais alto, lembra quais são? Isso, “look at the stars, don’t it remind you just how feeble we are? Well it used to, I guess”.
Lá embaixo, junto com todos os outros, nem eu conseguia mais ver as estrelas. Precisei subir até aqui p’ra lembrar o quão pequena sou. Você veio junto p’ra me fazer enxergar que, ainda que pequena, posso levantar alguém, fazer alguém enxergar além.

A noite chegava...

- Tá vendo ali, Deda? Aquele é Vênus, é um planeta, mas é chamado de primeira estrela do dia, ou Estrela d’Alva. Os judeus contavam o começo do dia quando avistavam a primeira estrela. Por isso aquele mito de que apontar p’ra estrela faz aparecer verrugas.
Lembra? Eu já contei p’ra você! Os adultos diziam isso p’ra crianças, p’ra elas não apont...


Tuesday, February 21, 2006

Tyche p'ra que te quero...

GANHEI!!! GANHEI!!! GANHEI!!!

Pela primeira vez na vida, ganhei alguma coisa em uma promoção! É lindo!

Veja bem, sou de uma família na qual as pessoas participam de bingos com prêmios como televisões e filhotes de cachorros de raça, e ganham um cabide p’ra chapéus e casacos. Sabe como é? Daqueles de colocar junto à ponta. Pois é, eis minha sorte...
Mas, agora esse cenário parece ter mudado. Tyche passou para o meu lado! (Ai, o pedantismo, Ana Carolina...)

E foi tão simples! Só precisei responder duas perguntas: “To which legendary Clare musician has the tune ‘The Otter's Holt’ been attributed to?” e “Which uilleann piper earned the nickname ‘The King of the Pipers’?”

Ah, não se iluda caro leitor (caso você exista, é claro)! P’ra cada pergunta havia três alternativas. E eu, isxperrrrrrta que sou, respondi três vezes, cada vez registrando um e-mail e uma resposta diferente. Momento ideal p’ra citar Sr. Eurípedes Resende: “Sô trôxa? Num sô trôxa!”

Se bem que, eu ainda não recebi o prêmio, o CD "Courtin' the Ginger Lady" da banda King Laoghaire. Por enquanto foi só o e-mail pedindo p’ra eu informar meu endereço p’ra envio.

Só falta eu receber outro e-mail: “Querida, se tu pagar o frete, o prêmio é teu!”


Ah, caso tenha ficado curioso:
1ª Junior Crehan
2ª Leo Rowsome