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Sunday, July 19, 2009

Simplesmente ela

Uma silhueta e um ponto vermelho luminoso de um cigarro aceso. A silhueta se mexia pouco e com movimentos secos mas leves e elegantes.

Foi o suficiente p’ra me fazer chorar.

Eram, ainda, os primeiros segundos da peça e eu já chorava como se vivesse um reencontro há muito aguardado.

Simplesmente eu. Clarice Lispector. A peça que descobri por acaso que está em cartaz: fui ao CCBB ver a exposição Saint-Étienne – cite du design e, ao chegar, dei de cara com o cartaz da peça (“10/07 a 02/08”). Fui logo para a bilheteria – difícil explicar essa situação p’ra quem não acredita em destino:

- Os ingressos para a peça Simplesmente eu já estão à venda?

- Todas as sessões já estão esgotadas, mas temos cadeiras extras p’ra hoje.

Independente de acreditar ou não, senti aquela alegria que só um encontro não proposital com uma obra ou um autor/artista nos dá.

A exposição é bem interessante, várias coisas legais (a vontade de ter a poltrona Casulo – ou cadeira-cobertor como o blog do GNT chamou – só aumentou) e tudo organizado de uma maneira bonita. (Tirei várias fotos, só preciso revelá-las)

Ah, teve um momento muito bom também. Um cidadão se aproximou de uma peça e... TOC-TOC... deu-lhe duas batidas como se fosse a porta da casa de um vizinho barulhento.

- Senhor, não é permitido tocar nas obras.

- Mas eu preciso saber do que são feitas! – Tunico bem observou que as letras tamanho 70 na parede não eram suficientes para esse cidadão: CERÂMICAS.

- Mas, senhor, não pode tocar nas obras!

- Eu sou da área, preciso saber do que são feitas.

“Eu sou da área”, a mais nova desculpa para a ignorância!

Em todo caso... Exposição à tarde e Rice à noite.

A peça é linda: um monólogo... Se bem que, discordando de todas as notícias sobre a peça, acho que são monólogoS: o de Clarice e os de suas personagens – as outras Clarices.

São trechos de entrevistas, dos livros Perto do Coração Selvagem e Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres e dos contos Amor e Perdoando Deus. Beth Goulart (absurdamente parecida com Clarice) usa apenas figurinos (muito bonitos) e o sotaque para mudar da fala da autora para as falas de suas criações.

Bom, todos sabem que amo as palavras de Rice, então nem preciso dizer que amei a peça. Talvez nem mesmo precisasse dizer que chorei, mas... quando ouvi o trecho que sabia que ia ouvir (se há Uma Aprendizagem..., tem que haver a famosa oração), o fiz como uma criança que se perde dos pais num shopping em véspera de Natal.

Lindo. Recomendo.

Amém!

Thursday, June 11, 2009

Porque chove


Gordo é triste: só eu pensei em Nhá Benta vendo as nuvens?

Sunday, May 03, 2009

Novo nome para o blog

Eu devia mudar logo o nome do blog p'ra algo como "eu assisto a vídeos e os 
divido com amigos". Mas, neh...

O de hoje é mais um p'ra série dos que me fizeram chorar um pouco.

Incrível: até calada ela nos derrete!

Tuesday, April 28, 2009

Oren Lavie - Her Morning Elegance

Genial. Lindo. Chorei assistindo.

Wednesday, April 22, 2009

Mais uma vez, Liniers


Gracias. Mesmo!

Thursday, March 26, 2009

Open happiness!

Friday, March 13, 2009

Rascunho de um manifesto

Pelo que nossos olhos vêem

Não gosto muito de manipulação digital de fotos. Ou melhor, gosto de poucas coisas que se pode fazer com os milhares de programas existentes: melhorar um pouco a luz; mudar as cores p'ra P&B, sépia ou o que seja; recortar; girar;... São coisas que nossos olhos não fazem.

Vá lá, tirar uma espinha na ponta do nariz, uma mancha na pele ou na roupa, tudo bem. Mas criar uma imagem a partir de uma foto me incomoda.  Passem o mouse por estas fotos e entendam meu apelo: por fotos feitas com luz, olhos e máquina, e não com máquina, computador e programa de edição.

Seria quase uma "campanha Dove pela beleza real" da fotografia. Se uns , outrostantos outros conseguiram por tantos anos, manipulando só a luz na hora da revelação, por que abusar agora?

Saturday, February 28, 2009

"Sings" de Patrick Hughes






Friday, January 23, 2009

Música

Se eu precisasse descrever o que eu acho que uma música pode fazer alguém sentir, eu só conseguiria dizer: ouça Gobbledigook do Sigur Rós. E, eu acho, o sorriso de Björkinha concorda comigo!

(sou só eu, ou ver a alegria dela dá uma vontade enorme de bater em algo e marcar com os pés o ritmo da música?)

Gobbledigook (live with Björk at Náttúra Environment Concert)

 

 Eu sempre achei a música do Sigur Rós grandiosa, sempre me perguntei como eles conseguem reproduzir essa sonoridade ao vivo e, por algum motivo que agora tento (sem sucesso) encontrar, nunca tinha assistido a muitos vídeos deles ao vivo. Topei com este hoje e agora estou tomada pela vontade de ter vento no cabelo!

 Cante você também: Vindur í hárinu – úú!

 Ah, e tenho uma nova tese: crianças devem ser criadas na Islândia – crescer assistindo a shows como esse só pode fazer bem e, pelos vídeos que já vi, elas aprendem a ficar quietas curtindo a música!

E p'ra quem nunca viu, vale a pena tirar alguns minutos do dia p'ra assistir aos vídeos das músicas da banda. São lindos. Completam as canções, mas também existem, enquanto obras, mesmo sozinhas.

Alguns de meus preferidos: Sæglópur e, os mais lindos, HoppípollaGlósóli Viðrar Vel Til Loftárása

Wednesday, November 12, 2008

Ars longa, vita brevis est

Falando em Ingrid Michaelson...

"did you send in a picture with the words 'be ok' written on your face? if you did, it might be in this video we put together.
(...) 
thank you to everyone who submitted. if you did not make the cut, it was because the resolution was not high enough, not because i don't love you!

xo
ingrid"


Eu queria esperar até o vídeo estar no YouTube p'ra poder exibi-lo aqui, mas... parece que isso não vai acontecer tão cedo. Então, exibo o link só. Vamos lá, brincar de "onde está Ana?". 


      Caramba, estou num vídeo de música! Na eternidade da arte...