Monday, July 14, 2008

Personalidades (virtuais) múltiplas

Resolvi ter um novo blog. É, até parece que tenho tanta coisa assim p'ra falar. Mas, é para o bem de vocês (quem quer que vocês sejam, leitores).

Explico: deixarei este blog, meu grito em silêncio, para minha pseudo-literatura e divagações sobre o mesmo tema de sempre (às vezes, até consigo disfarçar, não? Não, né? Eu sei...) - eu. E o novo será dedicado a temas que, imagino, são mais interessantes. Filmes, músicas, fotografias, lugares,... Temas mais palpéveis, por assim dizer.

Assim, vocês têm uma chance a mais para escolher, dentre o que escrevo, o que ler (a primeira chance é, a óvbia, não acessar meus blogs).

Espero que... Bleh, que eu não desista dos dois.


Quem sabe as papilas não sejam só as minhas? Vocês são bem vindos a opinar bastante.

Thursday, July 10, 2008

É hoje

Dez de julho. Dia de comemorar. Mas... é triste.

Há dias não tenho você entre meus lábios; há dias minha língua não sabe o que é sentir seu sabor; há dias minhas mãos não sentem seu calor; e meus olhos não vêem seu brilho.

Você está em todas as cidades que vou, em todos os lugares. Em vários momentos, sinto seu cheiro atravessando o ar a minha volta. Além disso, há fotos, ilustrações, balcões, cardápios,... Tudo me faz ter vontade de você!

Quero você. Quero sentir seu cheiro e seu gosto me inebriando aos poucos. Quero lhe morder devagar e sentir você entre meus dentes. Quero me saciar de você!

Feliz dia da pizza p’ra todos!

E p'ra você, garotinho... Feliz um ano! (mais que um desejo, isso é uma afirmação)

Tuesday, July 01, 2008

Tão depois de pouco depois de depois do Sol

O garoto começou uma viagem que levaria seus truques p’ra longe. E a garota voltou p’ra sua torre. O buraco que há pouco emoldurava um jardim dançante agora exibia em sua tela o garoto se afastar num grande pássaro branco. A garota ficou. Assistindo. Até que pássaro deixou de ser um minúsculo ponto e desapareceu – como se fosse mais um truque.

Dentro da torre, a garota tinha dificuldade em manter as canções soando. Ela se mexia tanto que o som mais alto era sua inquietação. As flores dançavam numa mistura de recordação e medo: mesmo soando baixo agora, na lembrança as canções ainda tinham volume alto; mas será que demorariam a voltar a ser mais que lembrança?

A garota olhava para as flores e sentia preguiça de dançar. Preguiça não, desânimo. Não queria que o jardim ficasse quieto, só queria ela mesma ficar. Sentou-se no chão, abraçou seus joelhos, como de costume, e desejou que houvesse mais para abraçar do que suas próprias pernas.

Cansada de olhar para a tela vazia, deitou-se junto às flores e tentou não pensar no quase silêncio. Olhava para o chão e para os caules tão verdes que se mexiam num ritmo agradável. A garota sorriu: as canções ainda soavam, no eco protegido pelos paralelepípedos da sua torre.

Sem se esticar muito, a garota levou sua mão à parede. Não havia o frio de pedra, mas um tremor ritmado e quente – mais um truque do garoto, ela teve certeza.