Saturday, April 29, 2006

Esses dias...


...de horas que passam sem serem vistas...

Tuesday, April 25, 2006

Seu presente de aniversário

Uma plaquinha que sobe, um e-mail que chega...

Um dia muito bom, um dia ruim, uma situação engraçada, um embaraço, suas decisões, suas conquistas,... Uma oportunidade de exorcizar alguns de meus demônios, dividir o riso, explicar coisas que não fazem sentido nem mesmo p’ra mim,...

Engraçado como você já faz parte dos meus dias.

É muito bom saber que esse monitor, esses fios, esses chips, essas conexões podem trazer mais do que um turbilhão de informações, distração p’ra cabeça e dores nos olhos. Muito bom encontrar (ou ser encontrada por) alguém que me fez lembrar a leveza de se ter a idade, as reações, as dúvidas que se tem; alguém que tem a mesma tranqüilidade apressada de descobrir e aprender sem negar nossas dificuldades, a mesma pressa tranqüila de conquistar novos horizontes e chegar a novos destinos.

Nós estamos indo!

Em Brasília não há praças, eu não chuto lixo e nem sei assobiar, mas hoje vou sorrir enquanto me sento na grama, cantarolando Beatles e imaginando tudo o que desejo a você.

Saturday, April 01, 2006

Diariamente

Ah, o ar da quinta cidade mais arborizada do mundo. Ah, quatro sorveterias num raio de quatro quadras. Ah, uma locadora onde os funcionários já sabem quais filmes indicar. Ah, o porteiro que brinca quando você chega.

Uh, a megalomania do povo do interior. Uh, as pessoas todas iguais pelos caminhos. Uh, os comentários no balcão sobre o último filme de super-heróis. Uh, os vizinhos que deixam o celular em casa tocando, tocando, tocando...

O ar aqui é diferente, sim. Não só por ser mais úmido ou mais puro, mas por ser um ar por mim conhecido. Reconhecido. É mais fácil respirar aqui. No entanto, não é necessariamente mais gotoso.

Minhas pernas encontram descanso aqui; minha cabeça, escapismo; meus olhos, folga; meus ouvidos, opções; minha pele, vento fresco que a cerque; minhas mãos, cones de bolacha; minha boca, sorvete.

Minhas pernas andam mais do que de costume p’ra me levar aos lugares que preciso ver se ainda existem e a outros que ainda quero descobrir; minha cabeça corre entre lembranças que ressurgem espontaneamente e novos projetos que nascem a cada encontro de ruas; meus olhos já sabem o que encontrarão caso fiquem atentos ao que se passa ao meu redor, por isso mesmo passeiam numa não-busca de alvo; meus ouvidos reconhecem os cantos dos pássaros e os juntam aos cantos que trago de longe; minha pele não se esquiva do sol e mata a saudade das sombras das árvores; minhas mãos, livres de garrafas e guarda-chuva, se dedicam a sentir os doces que encontram em casa, livrarias e sebos; minha boca canta baixinho, enquanto meus pés pisam as listras brancas sobre o alcatrão.

Ops, lá se foi mais um dia...