Wednesday, November 12, 2008

Ars longa, vita brevis est

Falando em Ingrid Michaelson...

"did you send in a picture with the words 'be ok' written on your face? if you did, it might be in this video we put together.
(...) 
thank you to everyone who submitted. if you did not make the cut, it was because the resolution was not high enough, not because i don't love you!

xo
ingrid"


Eu queria esperar até o vídeo estar no YouTube p'ra poder exibi-lo aqui, mas... parece que isso não vai acontecer tão cedo. Então, exibo o link só. Vamos lá, brincar de "onde está Ana?". 


      Caramba, estou num vídeo de música! Na eternidade da arte...

Thursday, October 30, 2008

Novo CEP, novas e velhas questões

Esvaziar armários, gavetas; colocar roupas em malas; embrulhar objetos com papel bolha; encaixotar livros, CDs, DVDs;... Carregar caixas e malas andares abaixo, carro adentro, andares acima;... A mudança vem, demora a ir embora, e aproveita cada segundo para esgotar suas energias.

Mas, o cansaço passa. O pior da mudança é ver em quantas caixas sua vida cabe.

Seus livros, os diários que você nunca escreveu. Os CDs que cantam: sua adolescência, seu primeiro passo sozinha, o dia em que você encontrou companhia. Os filmes que permitem que você viva três vezes, as vidas que você nunca terá mas que, ainda assim, não vai desistir de procurar.

Tudo o que você tem, tudo o que é precioso p’ra você reduzido a um empilhamento de cubos de papelão num canto do seu novo cômodo.

O novo cômodo...

Se o antigo, mesmo depois de quase quarenta meses, não dava sensação de “meu refúgio”, um lugar novo tem menos chances ainda. Não por ser novo – não é problema com novidades. É só que... O quarto é frio, no sentido figurado, e absurdamente quente, no sentido “pelamor, um ventilador urgente!”.

Um verso de “The Chain” (linda música!) de Ingrid Michaelson define bem o quarto: “My room seems wrong, the bed won’t fit”. É aqui que estou. Aqui estarei pelos próximos meses. Quantos serão... não posso/quero pensar nisso agora...

 E, falando em Ingrid Michaelson...

Wednesday, October 08, 2008

Em tempos de muito trabalho

Monografia é uma coisa que exige muito do nosso tempo...

Saturday, October 04, 2008

Um clássico re"paginado"

A música original é excelente! E essa versão ficou bem engraçada. A parte do "oh oh oh oh oh oh" é ótima!

I Touch Myself (with Google)



E quem nunca se "googleou"?

Friday, October 03, 2008

Tegan or Sara - Who's songs do you prefer?

Eu escolhi 3 opções entre algumas de cada álbum e a resposta do teste foi:

You prefer Tegan's songs.
(Oh, chocante, não?) :oP

Agora, vamos às características. Com grifos meus.


You're impulsive, extrovert and chatty. You have many friends, an have no trouble making new ones. People find you funny and entertaining and love partying with you. You're easy going, laid back, honest and straight forward, you always say what you mean. People are relaxed in your company - you make them feel like they've known you for ever.

You're a risk taker and enjoy living in the fast lane. You're passionate, idealistic and optimistic and enjoy life everyday. You easely get restless and impatient. You're moody and quickly shift between being happy, goofy, upset, sad, angry, tired... And you have no trouble letting people know how you feel at any time.

You easely fall in - and out of - love and get crushes all the time. You like to shower your partner (and other loved ones) with gifts and attention. They love you for your generosity and unselfishness, your creativity and your ability to make them laugh.

Facts:
- Tegan tends to write with more metaphors, and her voice is throatier.
- Sara tends to write more emotionally, and her voice is higher pitched.
- Tegan tends to write more and be more lenient with what happens to her songs.
- Sara says she has visions for her songs and so therefore writes less and is less lenient with them.
- Sara has been quoted saying that Tegan writes songs prolifically, "like a fish lays eggs," eventually discarding most of them.
- Sara's songs evolve slowly and methodically and almost always make it onto the record.

Como posso ser "laid back" e ficar "restless" com facilidade?! Ai, ai... Se tivesse paciência p'ra isso, começaria uma auto-análise que me levaria a um crise de identidade, mas... Como disse Ellen Degeneres: "Procrastinate now, don't put it off."

Friday, September 19, 2008

Opa!

Acho que fui intimada...


Ok, era só que eu ainda tinha esperanças de poder mostrar a tal foto num vídeo, ou encarte de CD, ou... Neh, não vai acontecer, né?

Monday, September 15, 2008

O tal do vídeo

E não é que fui uma das escolhidas?
"Congratulations!! We love your photo and not only are we considering it
for the video, but we have chosen it to possibly be included in the
artwork for Ingrid’s new CD. "

E não é que o vídeo foi feito sem foto alguma?!

Mas, mesmo com a frustação da não participação, achei o vídeo muito bom! E a música é ótima!

Ingrid Michaelson BE OK

Monday, August 18, 2008

Friday, August 01, 2008

Já pensou em aparecer num clip?

Be Ok ep

Eu já! :oP

Monday, July 14, 2008

Personalidades (virtuais) múltiplas

Resolvi ter um novo blog. É, até parece que tenho tanta coisa assim p'ra falar. Mas, é para o bem de vocês (quem quer que vocês sejam, leitores).

Explico: deixarei este blog, meu grito em silêncio, para minha pseudo-literatura e divagações sobre o mesmo tema de sempre (às vezes, até consigo disfarçar, não? Não, né? Eu sei...) - eu. E o novo será dedicado a temas que, imagino, são mais interessantes. Filmes, músicas, fotografias, lugares,... Temas mais palpéveis, por assim dizer.

Assim, vocês têm uma chance a mais para escolher, dentre o que escrevo, o que ler (a primeira chance é, a óvbia, não acessar meus blogs).

Espero que... Bleh, que eu não desista dos dois.


Quem sabe as papilas não sejam só as minhas? Vocês são bem vindos a opinar bastante.

Thursday, July 10, 2008

É hoje

Dez de julho. Dia de comemorar. Mas... é triste.

Há dias não tenho você entre meus lábios; há dias minha língua não sabe o que é sentir seu sabor; há dias minhas mãos não sentem seu calor; e meus olhos não vêem seu brilho.

Você está em todas as cidades que vou, em todos os lugares. Em vários momentos, sinto seu cheiro atravessando o ar a minha volta. Além disso, há fotos, ilustrações, balcões, cardápios,... Tudo me faz ter vontade de você!

Quero você. Quero sentir seu cheiro e seu gosto me inebriando aos poucos. Quero lhe morder devagar e sentir você entre meus dentes. Quero me saciar de você!

Feliz dia da pizza p’ra todos!

E p'ra você, garotinho... Feliz um ano! (mais que um desejo, isso é uma afirmação)

Tuesday, July 01, 2008

Tão depois de pouco depois de depois do Sol

O garoto começou uma viagem que levaria seus truques p’ra longe. E a garota voltou p’ra sua torre. O buraco que há pouco emoldurava um jardim dançante agora exibia em sua tela o garoto se afastar num grande pássaro branco. A garota ficou. Assistindo. Até que pássaro deixou de ser um minúsculo ponto e desapareceu – como se fosse mais um truque.

Dentro da torre, a garota tinha dificuldade em manter as canções soando. Ela se mexia tanto que o som mais alto era sua inquietação. As flores dançavam numa mistura de recordação e medo: mesmo soando baixo agora, na lembrança as canções ainda tinham volume alto; mas será que demorariam a voltar a ser mais que lembrança?

A garota olhava para as flores e sentia preguiça de dançar. Preguiça não, desânimo. Não queria que o jardim ficasse quieto, só queria ela mesma ficar. Sentou-se no chão, abraçou seus joelhos, como de costume, e desejou que houvesse mais para abraçar do que suas próprias pernas.

Cansada de olhar para a tela vazia, deitou-se junto às flores e tentou não pensar no quase silêncio. Olhava para o chão e para os caules tão verdes que se mexiam num ritmo agradável. A garota sorriu: as canções ainda soavam, no eco protegido pelos paralelepípedos da sua torre.

Sem se esticar muito, a garota levou sua mão à parede. Não havia o frio de pedra, mas um tremor ritmado e quente – mais um truque do garoto, ela teve certeza.

Sunday, June 01, 2008

E aí, você cresceu um Troy ou um Goonie?

"THE GOONIES SWITCHEROO

Go back into the annals of beloved '80s films, and you'd be hard pressed to find a movie closer to the hearts of thirty-somethings than The Goonies. I'll spare you the synopsis, as you most likely already know it, but if you don't, no need to worry - you've seen 20 other movies like it in its time. The template: nerdy but affable underdog(s) suffer unrelenting ridicule by jocks in varsity letter jackets but ultimately have their comeuppance, usually stealing a smoking hot girlfriend or two in the process.

In the case of The Goonies, a band of awkward, socially outcast kids set off to find a buried treasure, narrowly averting almost certain death and outrunning, among others, a popular high school jock named Troy. Troy is one of the classic cinematic archetypes of the 1980s; the jock. He's good looking, rocks a period-relative badass Mustang convertible, and he's a total prick. All we can do from the moment Troy enters the frame is to wait with baited breath to see Troy lose and the Goonies win.

And in that end, back in 1985 when the underdogs had their day, (and their bag of jewels), and the final credits rolled and we called our parents for a ride home, we realized something fantastic: It's true, we weren't Troy. But for the first time, thanks to The Goonies, we no longer wanted to be Troy. It was okay to be us, thank you very much.

Cut to present day.

What happened to the better part of a generation that once walked out of their local theater rooting for the Mikeys and Chunks and Datas of the world? They've turned into Troys. Troys who can't accept the differences in others and condemn the things they don't understand. Finger-pointing, shit-talking Troys.

Ask yourself: with whom do you identify more these days, Troy or the Goonies? And if you're reading this and you happen to be an Internet shit-talker, could it be because you think I'm Troy? Because honest to God, I've always fancied myself a Goonie; the underdog who toppled over the narrow-minded naysayers and walked away with a treasure.

So maybe this whole thing is one big misunderstanding and it turns out we don't need to go down as a generation remembered as having spent the '00s wearing our asses like hats after all. Maybe it will turn out that we needed a little time to figure out that in the end we're all just a bunch of Goonies."
Texto de John Mayer

Tuesday, May 20, 2008

Conectada à Joaninha


Bichinhos de Jardim - "Já viu, hein, hein, hein"

Friday, May 02, 2008

Pois, relembrairi, é viveiri, pá!

Talvez seja o encontro com duas pessoas vindas da terrinha, mas... Deu-me uma vontade de relembrar umas coisitas, pá!

Memória vai, lembranças vêm,... Acabei por voltar a isso:

Eu Gosto É do Verão - dos Fúria do Açúcar




Pois é, sorte de vocês eu não ter encontrado um vídeo para Canguru dos Porquinhos da Ilda...

O tio Ramalho
Tem ar de paspalho
O avô Anacleto
Tem problemas no recto

A avó Mariana
Está com uma bezana
O primo Silvestre
Tem cara de extra-terrestre

A prima Amália
Fugiu para a Austrália
Casou com um gabiru
Deu à luz um canguru

Ah! Uh um canguru
Ah Uh Ah Uh

Canguru, diz-me tu
Quantos pelos tens tu
No nariz, canguru

Fugi duma ambulância
A caminho do hospital
Peguei na minha prancha
E surfei p'ro Senegal

Cheguei ao Senegal
Não haviam aviões
Peguei na minha prancha
E surfei p'ros Camarões

Cheguei aos Camarões
E vi la um urubu
E o urubu é só
P'ra rimar com o canguru

Ah! Uh um canguru
Ah Uh Ah Uh

Canguru, diz-me tu
Quantos pelos tens tu
No nariz, canguru

Tuesday, April 22, 2008

Tuesday, April 08, 2008

Mallu Magalhães - Once upon a time there was a flying cat



Video by Tunico
Laughs and "Uhuuu" by... Sim, eu!

Saturday, March 08, 2008

Pouco depois de depois do Sol

(ou Depois do Sol - 2)


O garoto continuava a fazer seus truques, agora já mais calmo – já não tão convencido de que fosse sua a responsabilidade de deixar tudo certo. Cada carta tirada do baralho vinha seguida por um sorriso da garota, que começava a se sentir como uma assistente.

Ela acabou por descer do muro para o lado de fora, mas não se afastou de sua torre: continua sentada abraçada aos seus joelhos e tem as costas apoiadas pelo quente – tempos atrás frio – contato com alguns paralelepípedos. Até mesmo para participar dos truques do garoto ela não perde o toque das pedras. Estica, o quanto for necessário, um braço e puxa uma carta. Aliás, quando é preciso esticar os dois braços ela chega a hesitar, curvada sob a força da insegurança.

Mas ainda assim, com o garoto sentindo o peso das responsabilidades a mais e a garota com a sensação de que há excesso de ar sem um maior bloqueio de sua torre, eles seguem com os truques e os sorrisos. Os dias passam fáceis e a grama em torno deles parece ilhá-los da chuva que cai e deixa ensopados os humores.

Ao menos era essa a impressão que a garota tinha. O garoto faz o que pode p’ra não deixar o cinza chegar. Ele preenche os dias dela com truques que ela nunca antes tinha visto. E não são só feitos com cartas. Aliás, seus preferidos não envolvem muita coisa: um pouco mais que palavras.

A garota esperava ansiosa pelos momentos em que as manhãs começavam, as tardes se encurtavam e as noites se dissolviam nas palavras que eles trocavam. O garoto sentava ao seu lado (às vezes chegava a, também, se apoiar na torre da garota) e a conversa percorria o curto caminho de sua miopia. E as mãos da garota, por vezes, soltavam seus joelhos, p’ra encontrar os dele.

O garoto parecia falar em versos. Suas palavras, ainda que nem sempre rimadas, pareciam formar poemas. Ou melhor, canções. E enquanto falava, o garoto realizava mais um de seus truques: uma pauta surgia diante de seu rosto, como se por efeito especial, e levava em suas notas as sílabas ditas por ele. A garota seguia a música diante de seus olhos como uma criança que vê, pela primeira vez, uma roda-gigante: num quase equilíbrio entre o medo que afasta e o encanto que atrai.

Em resposta, o garoto ouvia as palavras da garota, que soavam como se tivessem absorvido o frio anterior da torre. Ou, pelo menos, era como ele as sentia. Palavras fora de pauta, sem melodia ou tom próprio. Era o que ele via sair da garota: palavras e sorrisos vacilantes e gestos inseguros, que pouco saíam de sua zona de segurança.

Mas não era só isso que ela lhe dava.

Por dias, a garota pensou. Já não suportava ver os olhos do garoto à procura de algo além de suas palavras. Queria mostrar algo, encher seus olhos. Mas... o quê?! Não adiantava tentar fazer truques – ela sabe que não tem talento p’ra eles. Além disso, não acredita em gestos repetidos. Somente após alguns dias de relutância, a garota cedeu a sua coragem.

Era uma manhã daquelas que luta p’ra ficar clara. A garota respirou fundo, levantou e se afastou do muro: só por alguns segundos! Correu até o garoto e, o acordando, puxou-o pela mão até a torre. Sem dizer uma palavra, ela apontou para um espaço vazio, do qual um paralelepípedo fora tirado. Não muito seguro do que ia ver, o garoto aproximou seu rosto...

protegido pelo muro, um pequeno jardim florido, no qual todas as flores dançavam ao som das canções que só o garoto entoava.

Friday, February 29, 2008

10 - Wheel

O sol já se despedia de mais um dia e ela ainda passeava seus olhos ora pelo espaço entre as tiras de madeira, ora pelos seus dedos há muito dobrados sobre o toque da madeira, ora pela própria madeira. Pelo menos, era de um tom verde escuro pintado e não aquele marrom, que mesmo molhado, faz pensar em dias secos.

Aliás, havia chovido por alguns minutos. A grama deixava escapar o cheiro da terra molhada sob si, enquanto as nuvens davam ao sol apenas uma fresta para seu “adeus... até amanhã”. Alguns pingos de água resistiam em algumas tiras de madeira. Mas só nas que formavam o assento do banco, pois as que formavam o encosto já estavam secas após tantos deslizes de dedos.

A garota tinha visto o dia começar, o orvalho subir, o sol atingir o meio-dia, a chuva cair e cessar, e um vento suave ir e voltar algumas vezes. Agora, ela via o sol se render ao apelo da lua: a noite chegava. O ar estava um pouco frio, mas não tanto quanto os tecidos que a garota usava. Jeans, meias, camiseta e moletom molhados. Seu capuz verde nunca esteve tão pesado.

Era um meio tom entre a grama e as tiras de madeira. A garota achava engraçado: era uma quase camuflagem, mas sem chegar a misturá-la à paisagem. Mas ainda que a misturasse, o tanto que se mexia arruinaria o disfarce. Ah, a inquietação dos que querem ser encontrados...

E lá estava a garota. Encolhida atrás de um banco, sem conseguir uma posição que não incomodasse seu corpo: suas pernas doíam; suas costas já reuniam suas últimas forças para se manterem eretas; assim como seu pescoço parecia querer desistir de agüentar o peso da cabeça (aumentado pela água no capuz e no cabelo); sua testa e seus dedos já sentiam a textura da madeira mesmo quando não a tocavam. O único que parecia um pouco descansado era seu braço esquerdo que, agora, repousava sobre a mochila também úmida.

Ao contrário, seus olhos eram os mais cansados. Não só por causa dos movimentos de um lado para o outro mas, principalmente, por serem eles os que viam cada uma das pernas apressadas, cada um dos pés arrastados, todas as cabeças distraídas, os braços sincronizados que passavam sem notá-la. Todos os olhos que não pousavam nos seus.

Quando a luz do dia enfraqueceu, finalmente, os olhos passaram seu posto para os ouvidos; e uma nova vigília começou. Cada galho caído e pisado era uma expectativa... logo frustrada. A falta de luz veio acompanhada da falta de movimento, e o estalar das tiras de madeira se comprimindo era o que os ouvidos alcançavam.

A ausência de outro som deixou a garota ansiosa pelo novo dia – quem sabe ele não traria fim à espera? – com seus sons que a noite não tem. E ali a garota, que entrou numa brincadeira de esconde-esconde sem saber onde fica o pique e quem mais está brincando, ficou. Rendida ao cansaço, deitada na grama já menos molhada, com sua mochila fazendo as vezes de travesseiro, e acalentada pelo canto dos pássaros que soava em sua cabeça:

The birds will sing for us but we all die in the end

Friday, February 15, 2008

Feliz...


...dia de São Valentim p'ra todos!

Vá lá, um dia de atraso não é nada...