Thursday, October 30, 2008

Novo CEP, novas e velhas questões

Esvaziar armários, gavetas; colocar roupas em malas; embrulhar objetos com papel bolha; encaixotar livros, CDs, DVDs;... Carregar caixas e malas andares abaixo, carro adentro, andares acima;... A mudança vem, demora a ir embora, e aproveita cada segundo para esgotar suas energias.

Mas, o cansaço passa. O pior da mudança é ver em quantas caixas sua vida cabe.

Seus livros, os diários que você nunca escreveu. Os CDs que cantam: sua adolescência, seu primeiro passo sozinha, o dia em que você encontrou companhia. Os filmes que permitem que você viva três vezes, as vidas que você nunca terá mas que, ainda assim, não vai desistir de procurar.

Tudo o que você tem, tudo o que é precioso p’ra você reduzido a um empilhamento de cubos de papelão num canto do seu novo cômodo.

O novo cômodo...

Se o antigo, mesmo depois de quase quarenta meses, não dava sensação de “meu refúgio”, um lugar novo tem menos chances ainda. Não por ser novo – não é problema com novidades. É só que... O quarto é frio, no sentido figurado, e absurdamente quente, no sentido “pelamor, um ventilador urgente!”.

Um verso de “The Chain” (linda música!) de Ingrid Michaelson define bem o quarto: “My room seems wrong, the bed won’t fit”. É aqui que estou. Aqui estarei pelos próximos meses. Quantos serão... não posso/quero pensar nisso agora...

 E, falando em Ingrid Michaelson...

2 comments:

John Fromage said...

Como diria a própria Michaelson: you just wanne be ok (be ok, be ok). ;-)

Clara Gomes said...

oi, querida!
obrigada pelo comentário de aniversário... e realmene, a ajuda dos leitores é fundamental para convencer os donos dos meios de comunicação a publicarem alguém. vou me organizar melhor e ver como posso fazer isso.
beijo grande!