Ontem à noite “reencontrei”, via msn, um ex-colega de UEM. Trocamos frases educadas: como vai?; o que tem feito?; faz tempo que não nos falamos; que pena que você foi embora;...
Aí, surgiu o seguinte diálogo:
M: Tá passando em tudo?
A: Por enquanto ainda não saiu nenhum resultado, mas tem uma matéria que estou preocupada. A professora é exigente demais.
M: Você é inteligente.
A: Obrigada pelo elogio, mas você não conhece a mulher.
M: Nenhum homem conhece uma mulher.
A: Verdade! E nem as mulheres se conhecem. A gente só finge!
M: Por isso que eu sempre gostei de você, Ana. É um pena você ter ido embora. Você é muito verdadeira. Você é mulher com cabeça de homem. Mulher ideal para se casar.
Ok, ok, o resto da conversa foi de insinuações inocentes, promessas de casamento, lasagnas e alegria. Poupo-nos disso. Mas, citei a conversa porque acho muito engraçado como esses garotos me vêem.
Na verdade, são grupos diferentes: o que ficam impressionados, mas não querem me pegar; os que ficam assustados e, por isso, não me levam a sério; e os que ficam tão surpresos que acham que querem me pegar.
O 1º grupo: eles ficam impressionados por ouvir uma garota admitir que mulher é tudo bicho falso mesmo (“Até você, Ana?” “Sei ser bem mulher quando quero. Principalmente, perto de outra mulher – riso cínico”); que mulher faz coisas só p’ra chamar atenção (“Sim, rapazes, ela não mexe a colher no café daquele jeito por acaso. Ela sabia que vocês estavam olhando”); que mulher não sabe o que quer (“Querer, ela quer. Só não sabe o quê!”);... Esses rapazes, normalmente, acham que eu posso ajudá-los a entender as mulheres. Por favor, né? Só porque eu reconheço uma ou duas atitudes típicas não quer dizer que eu as entenda! Sou uma espécie de dicionário para o universo feminino tão estranho p’ra eles.
O 2º grupo: são os que me ouvem falar bobagens e acham que é tudo discurso. Ora feminista, ora lésbico, ora por falta do que fazer, ora só mais um de uma mal comida,... Bleh, rio com essas coisas. São esses que me acham muito chata, implicante, impaciente, intolerante, blá blá blá. Pois é, eles até me conhecem bem, mas através de impressões erradas. Não gostam de mim, por isso mal falam comigo. Oh, quase chorei por pensar nisso agora. Pfffff...
O 3º grupo: talvez o que mais me intriga, mas fica empatado com o primeiro no quesito diversão. Por ser um grupo ainda muito seleto, não tenho base o suficiente p’ra traçar um perfil detalhado (vejam bem, poucos são os que convivem comigo e ainda assim se atrevem). O que posso dizer é que só porque ouço, falo e respondo baixarias sem ficar vermelha, os garotos já acham que eu sou “diferente de todas as garotas que eu já conheci”. Viu, Maria Luiza? Eis o princípio básico p’ra minha teoria de conquista: não ser/agir como mulher. É tão incoerente que chega a ser hilário. Eles se interessem por mim exatamente pela minha falta de atitude “mulherística”. Fato este que só ajuda a minha teoria de que garotos que gostam de mim são gays em formação. Ai, vida, oh ironia...
A questão é: como é fácil parecer interessante a quem nos conhece pouco, não? Grandes méritos...
Fiquem bem
P.S.: Alguém aí gostaria de se casar com uma mulher com cabeça de homem ou um homem com cabeça de mulher? Hermafrodita, p'ra mim, só em livro de biologia, por favor!
Aí, surgiu o seguinte diálogo:
M: Tá passando em tudo?
A: Por enquanto ainda não saiu nenhum resultado, mas tem uma matéria que estou preocupada. A professora é exigente demais.
M: Você é inteligente.
A: Obrigada pelo elogio, mas você não conhece a mulher.
M: Nenhum homem conhece uma mulher.
A: Verdade! E nem as mulheres se conhecem. A gente só finge!
M: Por isso que eu sempre gostei de você, Ana. É um pena você ter ido embora. Você é muito verdadeira. Você é mulher com cabeça de homem. Mulher ideal para se casar.
Ok, ok, o resto da conversa foi de insinuações inocentes, promessas de casamento, lasagnas e alegria. Poupo-nos disso. Mas, citei a conversa porque acho muito engraçado como esses garotos me vêem.
Na verdade, são grupos diferentes: o que ficam impressionados, mas não querem me pegar; os que ficam assustados e, por isso, não me levam a sério; e os que ficam tão surpresos que acham que querem me pegar.
O 1º grupo: eles ficam impressionados por ouvir uma garota admitir que mulher é tudo bicho falso mesmo (“Até você, Ana?” “Sei ser bem mulher quando quero. Principalmente, perto de outra mulher – riso cínico”); que mulher faz coisas só p’ra chamar atenção (“Sim, rapazes, ela não mexe a colher no café daquele jeito por acaso. Ela sabia que vocês estavam olhando”); que mulher não sabe o que quer (“Querer, ela quer. Só não sabe o quê!”);... Esses rapazes, normalmente, acham que eu posso ajudá-los a entender as mulheres. Por favor, né? Só porque eu reconheço uma ou duas atitudes típicas não quer dizer que eu as entenda! Sou uma espécie de dicionário para o universo feminino tão estranho p’ra eles.
O 2º grupo: são os que me ouvem falar bobagens e acham que é tudo discurso. Ora feminista, ora lésbico, ora por falta do que fazer, ora só mais um de uma mal comida,... Bleh, rio com essas coisas. São esses que me acham muito chata, implicante, impaciente, intolerante, blá blá blá. Pois é, eles até me conhecem bem, mas através de impressões erradas. Não gostam de mim, por isso mal falam comigo. Oh, quase chorei por pensar nisso agora. Pfffff...
O 3º grupo: talvez o que mais me intriga, mas fica empatado com o primeiro no quesito diversão. Por ser um grupo ainda muito seleto, não tenho base o suficiente p’ra traçar um perfil detalhado (vejam bem, poucos são os que convivem comigo e ainda assim se atrevem). O que posso dizer é que só porque ouço, falo e respondo baixarias sem ficar vermelha, os garotos já acham que eu sou “diferente de todas as garotas que eu já conheci”. Viu, Maria Luiza? Eis o princípio básico p’ra minha teoria de conquista: não ser/agir como mulher. É tão incoerente que chega a ser hilário. Eles se interessem por mim exatamente pela minha falta de atitude “mulherística”. Fato este que só ajuda a minha teoria de que garotos que gostam de mim são gays em formação. Ai, vida, oh ironia...
A questão é: como é fácil parecer interessante a quem nos conhece pouco, não? Grandes méritos...
Fiquem bem
P.S.: Alguém aí gostaria de se casar com uma mulher com cabeça de homem ou um homem com cabeça de mulher? Hermafrodita, p'ra mim, só em livro de biologia, por favor!

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