E ainda sobra tempo p'ra mais:
Tuesday, September 25, 2007
Esses dias de calor...
E ainda sobra tempo p'ra mais:
Wednesday, September 12, 2007
Desafio
- duas músicas;
- uma banda;
- duas frases "mamãe, quero escrever bonito";
- uma frase "Tão Ana isso";
- um parágrafo pedante;
- X erros de português;
- muita falta do que fazer
Caleidoscópio de cores
As
Ribbons of euphoria
No
Tuesday, September 11, 2007
Uma música p'ra você, garotinha
Helen Sjoeholm - Gabriellas Sång
Det är
It is now that my life is mine
Jag har fått en stund här på jorden
I’ve got this
Och min längtan har fört mig hit
And my longing has brought
Det jag saknat och det jag fått
All I lacked and all I gained
Det är ändå vägen jag valt
And yet it’s the way that I chose
Min förtröstan långt bortom orden
My trust was far beyond words
That has shown
Av den himmel jag aldrig nått
Of the heaven I’ve never found
Jag vill känna att jag lever
I want to feel I’m alive
All den tid jag har
All my
Ska jag
I will live as I desire
Jag vill känna att jag lever
I want to feel I’m alive
Knowing I was good enough
Jag har aldrig glömt vem jag var
I have never lost who I was
Jag har bara låtit det
I have only left it sleeping
Kanske hade jag inget val
Maybe I never had a choice
Bara viljan att finnas kvar
Just the will to stay alive
Jag vill
All I want is to be happy
För att jag är jag
Being who I am
Kunna
To be strong and to be free
Se hur natten går mot dag
To see day arise from night
Jag är här och mitt liv är bara mitt
I am here and my life is only mine
Och den himmel jag trodde fanns
And the heaven I thought was there
Ska jag hitta där nånstans
I’ll discover it there somewhere
Jag vill känna att jag levt mitt liv
Monday, September 10, 2007
Friday, September 07, 2007
Wednesday, September 05, 2007
O Varal
Neste estavam algumas poucas
O
Eram
uma
Wednesday, August 29, 2007
Conversa com o mar
Caminhava, havia meses,
O
O
O
Caminhava
Sua
Parecia uma
Pisou na
Tirou a
Poucas
Thursday, August 23, 2007
P'ra você, por mim
Era difícil, mas era preciso equilibrar tudo: a mochila pesada de tantos suprimentos; a máquina fotográfica, que sempre deveria estar à mão; e Dédalo, seu porco cor-de-rosa. Caminhava havia duas horas. O almoço tinha sido pouco, mas suficiente p’ra garantir a etapa final de sua jornada.
Nem parecia que estava viajando há duas semanas. Duas semanas em que tinha como sua única companhia Dédalo. Não fosse a ausência de polegares opositores e de estudo, Dédalo poderia escrever um livro, um longo livro, sobre as confissões da garota. Ora embaraçosas, ora engraçadas, ora patéticas, mas na maioria das vezes, tolas.
- Ai! Quantas vezes já tropecei hoje, hein? Você já nem deve mais se assustar ou achar que vou derrubar você, né? Vá lá, é o cansaço. Já estam... Ei! Não dê de focinho p’ra mim, não, mocinho! Não gosto quando você começa com sua atitude. Pfff... Como se você se importasse...
Duas semanas em que, quando teve oportunidade de conversar com alguém, se viu obrigada a explicar o porquê de carregar um porco.
- Blá blá blá... muita gente passando fome no mundo e eu levando um porco para o alto de um monte. Como se Dédalo fosse suficiente p’ra alimentar milhões de famintos! Como se eu fosse capaz de resolver vários problemas. Ok, desculpe, Deda, sei que sua situação não é um problema. Mas escolhi fazer isto! Mesmo sabendo que não vou ouvir um “obrigado” depois.
Quanto mais alto, mais frio, como é de se esperar.
- Vem, Dédalo, fique assim p’ra poder aproveitar do meu casaco também. Se você ficar se mexendo fica difíc... Dédalo, quieto. Isso, assim. Falta pouco agora. É, eu sei que você preferia ter vindo no verão, mas... Bleh, eu prefiro dias frios e sou eu quem carrega você. A vontade do mais forte, querido. Já contei quando foi que ouvi essa frase pela primeira vez?
Eu tinha uns 6 anos, estava numa fazenda com meus pais e meu irmão. Eu queria andar a cavalo, mas ele quis nadar. Eu estava sob seus cuidados, então nem adiantou eu pedir. Ele devia ter uns 15 anos e soltou essa “É a vontade do mais forte que vence”.
Não, não estou repetindo ações ruins. Meu irmão fez uso de sua “força” p’ra fazer o que ele queria e só. Eu estou aqui por você, Deda. Mesmo que na época melhor p’ra mim, ainda é por você.
O sol começava a baixar, aumentando o frio mas diminuindo a queimação.
- Deda, fica escondido. Esqueceu que vocês são os únicos, além dos homens e dos hipopótamos, que se queimam com sol? Bleh, eu sei que você sabe que isso é mentira. Mas precisa se proteger mesmo assim. “Use filtro solar” diria um grande poeta brasileiro, mas, no seu caso, não é possível.
Poxa, que sorte, hein, garoto? Por um lado, você não pode usar filtro solar, mas por outro, vive livre de ter que ouvir cada coisa. Ah, os poetas...
Seus passos estavam no modo automático, mas seus olhos estavam atentos. O fim de tarde se aproximava e com ele a escuridão. A garota começava a ficar ansiosa, o momento se aproximava. Já o porco... este continuava a aproveitar o embalo de ser carregado. Seu focinho às vezes parecia procurar algo a cheirar, mas o ritmo de acalanto o fazia perder a atenção e piscar mais vezes e por mais tempo que o normal.
- Deda, será que você se acostumaria a morar numa cidade? Comigo, eu digo. Apartamento, calor, concreto, barulho,... Não parece muito tentador, né? Bom... Eu arrumo uma cama confortável p’ra você. Ah, acho que poderia ser divertido.
O cair da noite, a escuridão, o momento, tudo isso se aproximava. Mas, também, o fim da viagem. A garota já sentia por isso, e ficava chateada por saber que Dédalo não iria corresponder. Por alguns instantes, a garota desejou que Dédalo a olhasse e que seus olhos dissessem “Eu também”. “Que bobagem!”, riu, mas precisou esconder de si mesma que o desejo não iria passar.
Não era resultado das duas semanas sem conversar com alguém. Era resultado de uma vida a espera de alguém que a acompanhasse em decisões que parecem sem sentido, em atitudes simples que parecem inúteis, em empreitadas bobas que parecem não levar a nada,... Alguém que precisasse de ajuda e pudesse ajudar. Alguém que a fizesse sentir que pode ajudar.
- Chegamos, e bem a tempo. Você pode ver o céu, Deda! Tá vendo esse azul todo? Isto é o céu. Eu fiquei bem impressionada quando aprendi que porcos não conseguem erguer a cabeça, por causa da musculatura do pescoço. Não consegui imaginar como seria uma vida sem o céu. Eu trouxe você aqui, Dédalo, p’ra isso. Este é o céu. Está azul agora, na verdade, consegue ver quantos tons de azul? Lindo, não? Daqui a pouco vai escurecer. Aí, você vai ver estrelas.
Ah, vai poder falar com elas, também, se quiser. Lembra de Olavo Bilac? “E conversamos toda a noite, enquanto a via láctea, como um pálio aberto, cintila”. Você vai ver como é bom e fácil. “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas."
Tinham chegado ao topo do monte. Num lugar plano, onde a garota estendeu sua toalha quadriculada, deixou cair sua mochila e libertou Dédalo. Ela ficou sentada, respirando o ar gelado que parecia encher seus sentidos com o cheiro de sonho realizado, enquanto olhava p’ra seu companheiro, amigo e motivador. Este, por sua vez, cheirou a toalha por alguns segundos e se rendeu: o ritmo da caminhada o tinha ninado, se aproximou da garota e seu casaco e, dobrando seus joelhos, se aninhou.
Juntos e quietos, eles esperavam a noite chegar.
- Ok, confesso: foi por mim, também, que vim. Por você e por mim. Lembra de “New Deep” de John Mayer? Aquela que mais ouvimos nestes últimos dias. Então, e os versos que eu canto mais alto, lembra quais são? Isso, “look at the stars, don’t it remind you just how feeble we are? Well it used to, I guess”.
Lá embaixo, junto com todos os outros, nem eu conseguia mais ver as estrelas. Precisei subir até aqui p’ra lembrar o quão pequena sou. Você veio junto p’ra me fazer enxergar que, ainda que pequena, posso levantar alguém, fazer alguém enxergar além.
A noite chegava...
- Tá vendo ali, Deda? Aquele é Vênus, é um planeta, mas é chamado de primeira estrela do dia, ou Estrela d’Alva. Os judeus contavam o começo do dia quando avistavam a primeira estrela. Por isso aquele mito de que apontar p’ra estrela faz aparecer verrugas.
Lembra? Eu já contei p’ra você! Os adultos diziam isso p’ra crianças, p’ra elas não apont...
Saturday, August 11, 2007
Desejo...
... prazeres dignos de Amélie; o piano de Regina Spektor; as referências em Libertines; os sóis de Turner; as páginas de Dickens;... e quantas horas e dias meus conseguir agüentar!
Feliz aniversário!
Amo você
Ai, que vontade de ir p'ra São Paulo...
Tuesday, July 24, 2007
Friday, July 06, 2007
Presa no próprio discurso
Ou cale a boca!
Monday, June 04, 2007
I
O
-
De
----x----
A
A
Ok,
O
A
Iluminada pelas
A
----x----
A
O
O
O
----x----
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Saturday, June 02, 2007
Vamos lá, Ana Carolina. Você consegue!
Friday, June 01, 2007
Abrindo meus olhos e ouvidos
Now and then I have tested my seeing friends to discover what they see. Recently I was visited by a very good friend who had just returned from a long walk in the woods, and I asked her what she had observed. 'Nothing in particular,' she replied. I might have been incredulous had I not been accustomed to such responses, for long ago I became convinced that the seeing see little.
How was it possible, I asked myself, to walk for an hour through the woods and see nothing worthy of note? I who cannot see find hundreds of things to interest me through mere touch. I feel the delicate symmetry of a leaf. I pass my hands lovingly about the smooth skin of a silver birch, or the rough, shaggy bark of a pine. In spring I touch the branches of trees hopefully in search of a bud, the first sign of awakening Nature after her winter's sleep. I feel the delightful, velvety texture of a flower, and discover its remarkable convolutions; and something of the miracle of Nature is revealed to me. Occasionally, if I am very fortunate, I place my hand gently on a small tree and feel the happy quiver of a bird in full song. I am delighted to have the cool waters of a brook rush through my open fingers. To me a lush carpet of pine needles or spongy grass is more welcome than the most luxurious Persian rug. To me the pageant of seasons is a thrilling and unending drama, the action of which streams through my finger tips.
At times my heart cries out with longing to see all these things. If I can get so much pleasure from mere touch, how much more beauty must be revealed by sight. Yet, those who have eyes apparently see little. The panorama of color and action which fills the world is taken for granted. It is human, perhaps, to appreciate little that which have and to long for that which we have not, but it is a great pity that in the world of light the gift of sight is used only as a mere convenience rather than as a means of adding fullness to life.
If I were the president of a university I should establish a compulsory course in 'How to Use Your Eyes'. The professor would try to show his pupils how they could add joy to their lives by really seeing what passes unnoticed before them. He would try to awake their dormant and sluggish faculties.
Oh, the things that I should see if I had the power of sight for just three days!"
Three Days to See
Helen Keller (1880-1968)
