Tuesday, May 29, 2007
Monday, May 21, 2007
Wednesday, May 16, 2007
Escritos à 00(h) e eu devia estar dormindo(min)
Então... É isso. Pois é...
Eu acadêmica
Entre as portas, a argila e o verde monótono, um ar abafado, que só se movimenta pelas mudanças de posições das cabeças que caem sob o peso do sono.
O calor abafa as falas, que soam como repetições monossilábicas, e multiplica a digressão de pensamentos.
Lá fora, risadas e passos. Aqui dentro, a densidade da vontade de ir embora somada às palavras que entram nos ouvidos mas não são escutadas.
Onde estávamos mesmo?
A professora de Teoria da História pediu que escrevêssemos sobre uma aula. A diferença entre a aula que me inspirou e a de Teoria é o horário!
Onde estávamos mesmo?
Onde tenho estado todos os dias?!
Tuesday, April 24, 2007
Ensaiando
Sunday, April 15, 2007
Uma questão física
(...)
- It never happens. If there's a thing that can't be stopped, it's not possible for there to be something else which can't be moved, and vice versa. They can't both exist. You see, it's a trick question... is the answer.
(Imagine Me & You, 2005)
Enquanto eu for um objeto imóvel, não haverá força irrefreável...
Tuesday, March 27, 2007
Monday, March 26, 2007
Parece que ela voltou...
Bom Dia, Tristeza
(Vinicius de Moraes / Adoniran Barbosa)Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você
Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar
Friday, March 23, 2007
PROCURA-SE
Saturday, March 17, 2007
Friday, February 23, 2007
"Acho que a gente precisa de outra cerveja!"
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Pelo menos, EU preciso...
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Sabe quando surgem boatos de greve? Então...
Sunday, January 28, 2007
Resumo da ópera
Fiquei de férias e voltei p'ra casa

Em mais uma manhã de verão tropical...

...passamos pelo caos nos aeroportos p'ra ir à cidade maravilhosa

Reunimos a família,...
Saturday, January 27, 2007


...vimos coisas que nos fazem pensar "vou vender ISSO lá na minha terra e ficar rica!",...

...trocamos presentinhos, gracinhas e cutucões...


De volta à megalópole do noroeste do Paraná, passeamos...

...e, ainda, subimos muitos degraus...


É, foram dias de família e (muita) comida
Que venha o primeiro semestre! Mas não precisa ser rápido, não...
Tuesday, January 09, 2007
Lá me fui...
E assim, com três palavras, eu voltei vários passos...
Friday, December 15, 2006
Será que todo loser tem seus minutos de pop?
Tuesday, December 12, 2006
Resolvi me matar,...
Mas, se me mato não é porque assim escolhi! É um pedido ao qual atendo.
Dizem que quando sentimos muita vontade de comer algo é porque esse algo está em falta no nosso organismo. Pois então, meu organismo pede, grita por colesterol: há dias eu só faço comer manteiga (daquelas amarelas, claras, mas amarelas!). Se meu corpo grita, eu atendo!
Aos poucos minhas veias se entopem. Ei, não pisque! - ou quer perder o átimo durante o qual meu rosto revela meu arrependimento?
Além da gordura, hoje meu organismo pediu álcool (a mente debilitada faz parte do organismo, certo?). Um grito dentro, o atendimento fora. Mas, o álcool é pouco e insuficiente (palavrinha recorrente nos últimos dias, hein...) então, outro grito: MÚSICAS TRISTES!
As veias se entopem, os sentidos se entorpecem e os ouvidos se encobrem. Low Density Lipoproteins, 39% de teor alcoólico e manhãs que duram por toda a tarde. Pão pintado com amarelo gordura, banana com leite batizado e eu encurralada, enquanto carros são ligados e pés andam pelos caminhos.
Mas, é tudo tão demorado. Tão lento. Tão lento quanto eu...
E é só terça-feira...
Saturday, December 09, 2006
Tuesday, December 05, 2006
Thursday, November 02, 2006
As paredes ouvem...
Acordei e logo ouvi um dos meus dois bons-dias de sempre.
Curioso que o volume era baixo. Não sabia dizer se já tinha se passado o momento auge dos gritos ou se este ainda nem tinha começado. Na cozinha, peguei um copo e uma colher sem fazer barulho. Não queria que percebessem que eu estava ali – elas já estavam desconfortáveis o suficiente só as duas, lembrar que há outras pessoas tão perto não ajudaria em nada.
Mas, uma voz masculina tirou minha sensação de reconhecimento da cena. E, quando outras duas vozes masculinas soaram, eu já não sabia o que esperar. Apenas uma porta nos separava mas, será que era suficiente? Por alguma razão que não sei qual é, não me sentia segura.
Meu coração batia num misto de pena e medo – por sentir que a porta poderia, a qualquer momento, se dissolver no ar e minha voz, ser somada ao coro que agora me assustava.
Elas continuavam a discutir, vez ou outra um grito, vez ou outra a participação de um dos homens: a gravidade não era só por se tratar de um homem falando, havia gravidade nas palavras, na entonação.
Minha insegurança crescia na mesma proporção que meus batimentos se aceleravam. A porta começava a se dissolver. Por desespero, abandonei o copo, a colher e a idéia do café-da-manhã sobre a bancada, e tentei manter meu escudo: as mãos espalmadas e a cabeça apoiada pediam, por favor, para que a matéria não me deixasse.
Meu pedido silencioso foi interrompido pela gravidade das palavras. Respirei (me senti respirar), consegui abrir os olhos e posicionar um deles diante do olho-mágico. O diâmetro tão pequeno emoldurou um tecido preto com bordado branco, POLÍCIA.
Uma porta já não bastava. O volume agora era mais alto. Como sempre, uma delas gritava; como sempre, seus gritos eram finos mas sufocavam os ouvidos, transformando o silêncio na saudade mais dolorida que se pode ter e num desejo que derruba.
Precisava me encolher como se isso diminuísse minha capacidade de ouvir. Voltei para o meu quarto – meu quarto, meu mundo, certo? Pois meu mundo tem vista para o final da discussão.
Meus ouvidos queriam que eu me encolhesse ainda mais, mas meus olhos queriam me fazer acreditar. Olhos vencedores, fui até a janela. Puxei um canto da cortina e me deparei com janelas dotadas de vidros, metais e cabeças. Três andares abaixo, o carro, as três vozes graves (agora já caladas de impaciência), a voz baixa aconselhando e a voz alta resistindo.
Uma entrou no banco de passageiros, a outra, ainda resistindo, pareceu se perder por instantes e olhou para seus pulsos – seus olhos também queriam fazê-la acreditar –, eram algemas. Da descrença, seu olhar passou para o medo: a porta traseira fora aberta. A impaciência que calara as vozes, agora movia os braços que empurravam, mesmo ela insistindo em ir sozinha.
Dois: um de cada lado, um p’ra cada braço, ela foi colocada – sem delicadeza – no “bagageiro”:
- Eu não consigo respirar aqui!
O último grito. O baque seco da porta traseira. E, finalmente, ganhei de volta o silêncio.
Mas já não era como antes...



