No horário da preguiça pós-almoço, o laranja parece ainda mais argiloso - são paredes de um forno de fazer carvão. O verde parece mais distante, escuro e, se possível, monótono.
Entre as portas, a argila e o verde monótono, um ar abafado, que só se movimenta pelas mudanças de posições das cabeças que caem sob o peso do sono.
O calor abafa as falas, que soam como repetições monossilábicas, e multiplica a digressão de pensamentos.
Lá fora, risadas e passos. Aqui dentro, a densidade da vontade de ir embora somada às palavras que entram nos ouvidos mas não são escutadas.
Onde estávamos mesmo?
A professora de Teoria da História pediu que escrevêssemos sobre uma aula. A diferença entre a aula que me inspirou e a de Teoria é o horário!
Onde estávamos mesmo?
Onde tenho estado todos os dias?!
Entre as portas, a argila e o verde monótono, um ar abafado, que só se movimenta pelas mudanças de posições das cabeças que caem sob o peso do sono.
O calor abafa as falas, que soam como repetições monossilábicas, e multiplica a digressão de pensamentos.
Lá fora, risadas e passos. Aqui dentro, a densidade da vontade de ir embora somada às palavras que entram nos ouvidos mas não são escutadas.
Onde estávamos mesmo?
A professora de Teoria da História pediu que escrevêssemos sobre uma aula. A diferença entre a aula que me inspirou e a de Teoria é o horário!
Onde estávamos mesmo?
Onde tenho estado todos os dias?!

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