Tuesday, July 24, 2007

Rollemberg's Angels

Ah, como essa cidade fica melhor com duas Ana Rollemberg...



Friday, July 06, 2007

Presa no próprio discurso

Ah, que beleza de discurso. Que fácil pregar, tão difícil viver. Permita-se, Ana Carolina.


Ou cale a boca!

Monday, June 04, 2007

I

O ar tem tons pastéis. Muitos pés e pernas brigando por espaço. A calçada é um cinza frio. Gritos:

- Eu a conheço! Quero falar com ela! Não. Me solta!

Um braço uniformizado a segura pela cintura, a disputa de forças é tamanha que os pés abaixo da cintura chegam a flutuar por alguns segundos.


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De um ponto no centro, a claridade aumenta. Branco completo...
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A garota abre a janela e senta na cama diante da vista. Abre seu caderno e com um sorriso

A viagem foi mais tranqüila do que eu esperava: a ansiedade não me tomou, perdeu lugar para a irritação – mais uma comédia sobre um homem que se disfarça de mulher gorda usando pele de borracha? Atravessar o oceano a nado seria mais engraçado!


Lembrete pessoal: atravessar qualquer coisa que seja a nado nunca é engraçado quando é você quem deve atravessar e você não sabe nadar!
Ok,
não esquecerei...

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Já no táxi conseguia sentir o gosto de um novo começo – eu anunciei o endereço desejado, e sabia que demorarei a anunciar o caminho de volta.

O frio de fim de inverno aceitou meu pedido e será meu guia em meus primeiros dias. Pela janela vejo boa parte do que sei que vou encontrar, mas é o que essa janela não me mostra que mais me entusiasma e assusta. Uma última fechada de olhos, respiro fundo e... saio!


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Por um instante, a porta esconde a luz. Mas tão logo ela se fecha, pela janela, a claridade entra sem esforços e toma tudo
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Com passos lentos, a garota parecia saborear cada centímetro de concreto, cada milímetro de vitrine, cada corrente de vento em cada esquina, todas as folhas caídas e o ar que gelava suas narinas e saía de sua boca sem nem agradecer por ter sido aquecido. Eram os passos que há muito vinha ensaiando.

Em menos de cinco minutos já se encontrava dividida pela consciência de sua pequenez diante de anos de vida e obras da humanidade e pela sensação da grandeza de sua curiosidade – o peso da História contra a força motora da paixão. O melhor conflito já experimentado.

Seu corpo ainda tropical a levou a um café: era preciso algo quente, líquido e vapor

Mais bonitos e aconchegantes, parecem mais limpos e tudo que é servido parece delicioso. Que boba! Até os cafés me encantam! Que prazer a vista sob o véu do início de um amor...

Um chocolate quente e um croissant que duraram vários minutos

Casais em passeios pela manhã buscam proteção contra o vento gelado e encontram, além de cafés quentes, mesas pequenas que justificam a proximidade pré-planejada. O burburinho é baixo e cadenciado, sugerindo diálogos clichês que só interessam às bocas que os pronunciam, a menos de um palmo de distância umas das outras.

A um palmo de minha boca, meu último pedaço de croissant. Volto p’ra rua, vou travar diálogos com os fantasmas de séculos e séculos...


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O sol de uma manhã de sábado nublado furou as nuvens e alcançou a cidade que respirava o último golpe do inverno.
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Iluminada pelas luzes falsas de postes, a vista intimidava a garota, fazia parecer mais difícil. Ela fechou as cortinas e se jogou na cama para repassar em sua cabeça o dia vivido, como se fosse preciso guardar cada detalhe na memória para que não perdessem a qualidade de reais

Lembrete pessoal: croissant e chocolate quente não contam como refeição completa!


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A claridade da manhã de domingo ignorou as cortinas – talvez se não fossem brancas...
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A garota finalmente pôde vestir a roupa que havia escolhido (e planejado usar na primeira ocasião que tivesse) antes mesmo de comprar seu bilhete de embarque. Parecia uma bonequinha de pano, ou melhor, uma bonequinha de tecidos pesados e resistentes a baixas temperaturas, mas, ainda assim, uma boneca sorridente à procura de uma menina tão desejosa de companhia quanto ela mesma

O primeiro homem a encontrar o túmulo de Tutankamon, Amélie ao encontrar os tesouros de infância de Dominique Brodeteau e eu ao entrar na Biblioteca Nacional.

Não passo de uma criança e este é o maior parque de diversões onde já estive. Direita ou esquerda? Subo ou desço as escadas? E se eu me perder?! Quanto tempo até que eu decida que é melhor ser encontrada?

O tempo agora se divide em dois: o do mundo lá fora e o da vida aqui dentro. O primeiro é o de sempre, já conhecido e não exatamente interessante. Eu me deixarei ficar com o segundo. Tiro meu relógio e o coloco no bolso junto com essas minhas palavras – elas querem se esconder diante de tantas outras tão mais bonitas.


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O brilho fosco do ouro de brochuras tornava turva a visão
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Minha intenção era chegar até a sala de leitura com o sortudo que tinha escolhido, mas nem sequer me afastei da prateleira: tão logo me virei, a vi...

Traços saídos de um Delacroix, a palidez dos que têm mais horas no quarto do que amigos para celebrar, o brilho vermelho do cabelo que dança mesmo sem vento. Eu senti: era a liberdade que veio me guiar.

- Anais Nïn? – apontou para o livro que sofria o aperto de meus braços que não sabiam o que fazer – Henry Miller – ergueu a mão esquerda – fazemos um par!

Quanto tempo demorei a reagir àquele sorriso? Tempo suficiente p’ra desejar que eu pudesse me acomodar em meu bolso junto ao meu relógio.

Saturday, June 02, 2007

Um bom começo seria abrir meus ouvidos para minhas próprias palavras.

Vamos lá, Ana Carolina. Você consegue!

Friday, June 01, 2007

Abrindo meus olhos e ouvidos

"I have often thought it would be a blessing if each human being were stricken blind and deaf for a few days at some time during his early adult life. Darkness would make him more appreciative of sight; silence would teach him the joys of sound.

Now and then I have tested my seeing friends to discover what they see. Recently I was visited by a very good friend who had just returned from a long walk in the woods, and I asked her what she had observed. 'Nothing in particular,' she replied. I might have been incredulous had I not been accustomed to such responses, for long ago I became convinced that the seeing see little.

How was it possible, I asked myself, to walk for an hour through the woods and see nothing worthy of note? I who cannot see find hundreds of things to interest me through mere touch. I feel the delicate symmetry of a leaf. I pass my hands lovingly about the smooth skin of a silver birch, or the rough, shaggy bark of a pine. In spring I touch the branches of trees hopefully in search of a bud, the first sign of awakening Nature after her winter's sleep. I feel the delightful, velvety texture of a flower, and discover its remarkable convolutions; and something of the miracle of Nature is revealed to me. Occasionally, if I am very fortunate, I place my hand gently on a small tree and feel the happy quiver of a bird in full song. I am delighted to have the cool waters of a brook rush through my open fingers. To me a lush carpet of pine needles or spongy grass is more welcome than the most luxurious Persian rug. To me the pageant of seasons is a thrilling and unending drama, the action of which streams through my finger tips.

At times my heart cries out with longing to see all these things. If I can get so much pleasure from mere touch, how much more beauty must be revealed by sight. Yet, those who have eyes apparently see little. The panorama of color and action which fills the world is taken for granted. It is human, perhaps, to appreciate little that which have and to long for that which we have not, but it is a great pity that in the world of light the gift of sight is used only as a mere convenience rather than as a means of adding fullness to life.

If I were the president of a university I should establish a compulsory course in 'How to Use Your Eyes'. The professor would try to show his pupils how they could add joy to their lives by really seeing what passes unnoticed before them. He would try to awake their dormant and sluggish faculties.

(...)

Oh, the things that I should see if I had the power of sight for just three days!"


Three Days to See
Helen Keller (1880-1968)

Tuesday, May 29, 2007

"It's never over"!

He's the tear that hangs inside our souls forever...
1966-1997

Monday, May 21, 2007

Nanda em uma foto

Se eu tivesse que descrever você de uma maneira artística (não original, infelizmente):

Wednesday, May 16, 2007

Escritos à 00(h) e eu devia estar dormindo(min)

Sua voz ecoava na garganta, mas não saía pela boca. Engasgou. Uma tosse tuberculosa. No máximo. Arranha e não passa. Dói a garganta que tosse e os ouvidos que ouvem. Quando chega aos lábios, só resta escarro.


Então... É isso. Pois é...

Eu acadêmica

No horário da preguiça pós-almoço, o laranja parece ainda mais argiloso - são paredes de um forno de fazer carvão. O verde parece mais distante, escuro e, se possível, monótono.

Entre as portas, a argila e o verde monótono, um ar abafado, que só se movimenta pelas mudanças de posições das cabeças que caem sob o peso do sono.

O calor abafa as falas, que soam como repetições monossilábicas, e multiplica a digressão de pensamentos.

Lá fora, risadas e passos. Aqui dentro, a densidade da vontade de ir embora somada às palavras que entram nos ouvidos mas não são escutadas.

Onde estávamos mesmo?


A professora de Teoria da História pediu que escrevêssemos sobre uma aula. A diferença entre a aula que me inspirou e a de Teoria é o horário!

Onde estávamos mesmo?
Onde tenho estado todos os dias?!

Tuesday, April 24, 2007

Ensaiando

Você me deixava angustiada. Você é daquelas pessoas que nos fazem querer muito tê-las em nossa vida mas, ao mesmo tempo, deixam muito medo porque não sabemos até quando estarão nela.

Você era tudo que eu não gostava. Tá, tão logo bati os olhos em você fiquei fascinada – foi aquela certeza que sentimos de que vamos aprender muita coisa com uma pessoa, e não consegui não me aproximar. E já no início de nossa convivência tive a impressão de você ser a projeção, a imagem do tipo de pessoa que eu não gostava. Você era suicida, que estimava e agendava a data de morte com drogas e desistência, e eu...eu era um bichinho assustado numa redoma de vidro.

Feliz o dia em que você, com toda sua ignorância, sua falta de jeito, quebrou minha redoma. Você me tirou do medo em que vivia, me ensinou, na verdade, me obrigou a ter coragem – não só em relação à vida, às decisões, mas em situações palpáveis que... nunca vamos esquecer, tenho certeza.

Com você cada inspiração passou a ter um cheiro e cada palavra um gosto. E de todos os cheiros e gostos que descobri com você, os meus preferidos ainda são: o toque da sua mão puxando a minha e o som da sua voz dizendo “vem”.

Você adora dizer que eu salvei sua vida pelo menos umas 4 vezes. Isso é só mais uma prova do tamanho da sua teimosia.

Eu só precisei ser salva por você uma!

Sunday, April 15, 2007

Uma questão física

- What happens when an unstoppable force meets an immovable object?
(...)
- It never happens. If there's a thing that can't be stopped, it's not possible for there to be something else which can't be moved, and vice versa. They can't both exist. You see, it's a trick question... is the answer.

(Imagine Me & You, 2005)

Enquanto eu for um objeto imóvel, não haverá força irrefreável...

Tuesday, March 27, 2007

Vem à noite e me deixa durante o dia...

Monday, March 26, 2007

Parece que ela voltou...

Bom Dia, Tristeza

(Vinicius de Moraes / Adoniran Barbosa)

Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você

Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar

Friday, March 23, 2007

PROCURA-SE



Apesar da aparência inocente, esta garota representa grande perigo à sociedade: quando ela some, dá saudade. E muita!

Saturday, March 17, 2007

Ai, ai...

...né?

Friday, February 23, 2007

Tava aqui pensando...


"Acho que a gente precisa de outra cerveja!"
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Pelo menos, EU preciso...
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Sabe quando surgem boatos de greve? Então...

Sunday, January 28, 2007

Resumo da ópera

Bem, começa assim:

Fiquei de férias e voltei p'ra casa



Em mais uma manhã de verão tropical...


...passamos pelo caos nos aeroportos p'ra ir à cidade maravilhosa


Reunimos a família,...

Saturday, January 27, 2007

...visitamos lugares que me ajudaram a ver a História,...



...vimos coisas que nos fazem pensar "vou vender ISSO lá na minha terra e ficar rica!",...


...trocamos presentinhos, gracinhas e cutucões...



De volta à megalópole do noroeste do Paraná, passeamos...


...e, ainda, subimos muitos degraus...




É, foram dias de família e (muita) comida

Que venha o primeiro semestre! Mas não precisa ser rápido, não...

Tuesday, January 09, 2007

Lá me fui...

"Mas... Cê tá feliz?"

E assim, com três palavras, eu voltei vários passos...

Friday, December 15, 2006

Quero fazer parte de uma banda!

Ok Go - A Million Ways