Tuesday, March 27, 2007

Vem à noite e me deixa durante o dia...

Monday, March 26, 2007

Parece que ela voltou...

Bom Dia, Tristeza

(Vinicius de Moraes / Adoniran Barbosa)

Bom dia, tristeza
Que tarde, tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando
Até meio triste
De estar tanto tempo
Longe de você

Se chegue, tristeza
Se sente comigo
Aqui, nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar

Friday, March 23, 2007

PROCURA-SE



Apesar da aparência inocente, esta garota representa grande perigo à sociedade: quando ela some, dá saudade. E muita!

Saturday, March 17, 2007

Ai, ai...

...né?

Friday, February 23, 2007

Tava aqui pensando...


"Acho que a gente precisa de outra cerveja!"
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Pelo menos, EU preciso...
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Sabe quando surgem boatos de greve? Então...

Sunday, January 28, 2007

Resumo da ópera

Bem, começa assim:

Fiquei de férias e voltei p'ra casa



Em mais uma manhã de verão tropical...


...passamos pelo caos nos aeroportos p'ra ir à cidade maravilhosa


Reunimos a família,...

Saturday, January 27, 2007

...visitamos lugares que me ajudaram a ver a História,...



...vimos coisas que nos fazem pensar "vou vender ISSO lá na minha terra e ficar rica!",...


...trocamos presentinhos, gracinhas e cutucões...



De volta à megalópole do noroeste do Paraná, passeamos...


...e, ainda, subimos muitos degraus...




É, foram dias de família e (muita) comida

Que venha o primeiro semestre! Mas não precisa ser rápido, não...

Tuesday, January 09, 2007

Lá me fui...

"Mas... Cê tá feliz?"

E assim, com três palavras, eu voltei vários passos...

Friday, December 15, 2006

Quero fazer parte de uma banda!

Ok Go - A Million Ways
Ok Go - "Here It Goes Again"

Será que todo loser tem seus minutos de pop?

Tuesday, December 12, 2006

Resolvi me matar,...

...mas como sou medrosa, o faço aos poucos. Quanto mais medo, mais demora; quanto mais demora, mais vontade; quanto mais vontade, mais medo;... Um ciclo vicioso nojento, ridículo e infantil.

Mas, se me mato não é porque assim escolhi! É um pedido ao qual atendo.

Dizem que quando sentimos muita vontade de comer algo é porque esse algo está em falta no nosso organismo. Pois então, meu organismo pede, grita por colesterol: há dias eu só faço comer manteiga (daquelas amarelas, claras, mas amarelas!). Se meu corpo grita, eu atendo!

Aos poucos minhas veias se entopem. Ei, não pisque! - ou quer perder o átimo durante o qual meu rosto revela meu arrependimento?

Além da gordura, hoje meu organismo pediu álcool (a mente debilitada faz parte do organismo, certo?). Um grito dentro, o atendimento fora. Mas, o álcool é pouco e insuficiente (palavrinha recorrente nos últimos dias, hein...) então, outro grito: MÚSICAS TRISTES!

As veias se entopem, os sentidos se entorpecem e os ouvidos se encobrem. Low Density Lipoproteins, 39% de teor alcoólico e manhãs que duram por toda a tarde. Pão pintado com amarelo gordura, banana com leite batizado e eu encurralada, enquanto carros são ligados e pés andam pelos caminhos.

Mas, é tudo tão demorado. Tão lento. Tão lento quanto eu...

E é só terça-feira...

Saturday, December 09, 2006

That's where I will be

Tuesday, December 05, 2006

Em contagem regressiva...

10...

Thursday, November 02, 2006

As paredes ouvem...

...e deixam ouvir


Acordei e logo ouvi um dos meus dois bons-dias de sempre.

Curioso que o volume era baixo. Não sabia dizer se já tinha se passado o momento auge dos gritos ou se este ainda nem tinha começado. Na cozinha, peguei um copo e uma colher sem fazer barulho. Não queria que percebessem que eu estava ali – elas já estavam desconfortáveis o suficiente só as duas, lembrar que há outras pessoas tão perto não ajudaria em nada.

Mas, uma voz masculina tirou minha sensação de reconhecimento da cena. E, quando outras duas vozes masculinas soaram, eu já não sabia o que esperar. Apenas uma porta nos separava mas, será que era suficiente? Por alguma razão que não sei qual é, não me sentia segura.

Meu coração batia num misto de pena e medo – por sentir que a porta poderia, a qualquer momento, se dissolver no ar e minha voz, ser somada ao coro que agora me assustava.

Elas continuavam a discutir, vez ou outra um grito, vez ou outra a participação de um dos homens: a gravidade não era só por se tratar de um homem falando, havia gravidade nas palavras, na entonação.

Minha insegurança crescia na mesma proporção que meus batimentos se aceleravam. A porta começava a se dissolver. Por desespero, abandonei o copo, a colher e a idéia do café-da-manhã sobre a bancada, e tentei manter meu escudo: as mãos espalmadas e a cabeça apoiada pediam, por favor, para que a matéria não me deixasse.

Meu pedido silencioso foi interrompido pela gravidade das palavras. Respirei (me senti respirar), consegui abrir os olhos e posicionar um deles diante do olho-mágico. O diâmetro tão pequeno emoldurou um tecido preto com bordado branco, POLÍCIA.

Uma porta já não bastava. O volume agora era mais alto. Como sempre, uma delas gritava; como sempre, seus gritos eram finos mas sufocavam os ouvidos, transformando o silêncio na saudade mais dolorida que se pode ter e num desejo que derruba.
Precisava me encolher como se isso diminuísse minha capacidade de ouvir. Voltei para o meu quarto – meu quarto, meu mundo, certo? Pois meu mundo tem vista para o final da discussão.

Meus ouvidos queriam que eu me encolhesse ainda mais, mas meus olhos queriam me fazer acreditar. Olhos vencedores, fui até a janela. Puxei um canto da cortina e me deparei com janelas dotadas de vidros, metais e cabeças. Três andares abaixo, o carro, as três vozes graves (agora já caladas de impaciência), a voz baixa aconselhando e a voz alta resistindo.

Uma entrou no banco de passageiros, a outra, ainda resistindo, pareceu se perder por instantes e olhou para seus pulsos – seus olhos também queriam fazê-la acreditar –, eram algemas. Da descrença, seu olhar passou para o medo: a porta traseira fora aberta. A impaciência que calara as vozes, agora movia os braços que empurravam, mesmo ela insistindo em ir sozinha.

Dois: um de cada lado, um p’ra cada braço, ela foi colocada – sem delicadeza – no “bagageiro”:

- Eu não consigo respirar aqui!

O último grito. O baque seco da porta traseira. E, finalmente, ganhei de volta o silêncio.

Mas já não era como antes...

Monday, October 23, 2006

...

Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Thursday, September 21, 2006

John Mayer - Stop This Train

"I'll never stop this train..."

Monday, September 18, 2006

Maldita...

...tecnologia!

Cadê os vídeos que deveriam ter aparecido aqui?

Thursday, August 03, 2006

Vestido azul

Uma roda gigante brilha em vermelho e azul. Um vento gelado faz seus joelhos tremerem, ou será que é o medo? A noite parece mais escura do que de costume e... Olha para a direita, para a esquerda e para trás: está sozinha.

Não sabe p’ra onde seus pais foram. Sentiu-os soltarem suas mãos, mas só agora percebe que eles se afastaram. “P’ra onde?” Não se atreve a sair a sua procura, está assustada: muitas crianças passam correndo, gritando, se divertindo; as luzes brilham fortes demais, os brinquedos são barulhentos demais, os gritos, altos demais.

Bate as pontas dos sapatinhos brancos que ganhou horas antes – o primeiro dos presentes de aniversário, o segundo é a visita ao parque. Olha p’ra baixo e se vê: sapatos novos, seu melhor vestido, um azul bem claro com uma fita na cintura. Lembra-se de sua imagem refletida no espelho antes de saírem de casa: o cabelo bem preso num rabo-de-cavalo alto com uma fita de cetim azul pouco mais escura que o vestido; os brincos de cruz que a avó havia lhe dado pouco antes de morrer. “Uma princesinha!”, disse sua mãe juntando as mãos sob o queixo e sorrindo.

Seus sapatinhos começam a perder o brilho com a poeira que sobe de suas batidas de pés e dos passos de tantos estranhos que passam. “Como o parque está cheio. Será que todas essas crianças também estão fazendo aniversário?”

Olha a sua volta mais uma vez. “Quem sabe eles estão voltando com um ursinho de pelúcia como aquele que vi naquela barraca...” Um ombro dentro de uma camisa xadrez bate em seu rosto tirando seu equilíbrio. Ela cai sentada em meio a nuvens de poeira.

“Sujei meu vestido. Sujei minhas mãos. Meus sapatinhos... Mamãe vai brigar comigo!” Começa a chorar de medo. Medo por estar sozinha rodeada por tantos estranhos, por não saber onde seus pais estão e nem quando vão voltar e agora, mais ainda, por saber que sua mãe irá ralhar.

Chora sentada no chão abraçando as pernas, olha ao redor. Quer que seus pais voltem, mas não quer que eles a vejam suja como está. Suas mãos ardem, estão raladas por causa da queda. Quer que seu pai as sopre, mas não quer que ele brigue com ela por vê-la sentada no chão sujo.

Com as costas da mão, interrompe as lágrimas. Por acaso, percebe que perdeu o brinco que usava na orelha direita. “O brinco da vovó”. Seu choro aumenta – adorava os brincos, eram sua única lembrança da avó.

Sentada no chão, é invisível: as crianças continuam a passar, gritar e sorrir, não a vêem. Entre gritos, passos e poeira, ergue a cabeça: a roda gigante ainda brilha em vermelho e azul, mas a noite é ainda mais escura.

Não sei...

Seus braços doíam, não sabia porquê. Bem na região onde se costuma tirar sangue. Doíam esticados, doíam dobrados. Não havia posição que melhorasse e, por isso, não conseguia relaxar.

Estava sentado numa cadeira de plástico laranja. Daquelas que parecem gritar “ANOS 80”. Apoiava os cotovelos nos apoios p’ra braços e... doíam. O lugar era mal iluminado e fedia, como rodoviárias. Mesmo sabendo que o vai-e-vem de pessoas era intenso, não via ninguém. Sua vista estava reduzida a um quadrado de limites: os apoios p’ra braços de sua cadeira na largura, e a altura ia de seus pés até seu tórax.

Quando erguia a cabeça, além de sentir uma forte dor no pescoço, não enxergava nada! Escuridão. Ficava cego. O mesmo acontecia quando olhava para os lados. Seus pés, suas pernas, seu tórax, seus braços – era só isso que via.

Pensou em levantar, mas seus pés permaneciam imóveis. Seu cérebro mandava o comando, mas eles não obedeciam. Desesperou-se: sentia, sabia que tentava mexer seus pés, fazia força, mas os enxergava inertes, como se a o outro pertencessem.

Quis gritar! Num reflexo, ergueu a cabeça – escuridão. Abriu a boca, mas nada saiu. Pensou em mexer seus braços, gesticular até chamar a atenção de algum dos que passavam (sabia que não eram poucos). Mas, agora, doíam ainda mais.Olhou para a única área que enxergava e percebeu seus braços também imóveis. Dobrados em “V” como nos manequins de vitrine.

O grito que não saía o sufocava a garganta, seu corpo todo paralisado, seu desespero preso a um quadrado de vista. Os passos, o grito, os gestos, o socorro...

Das bordas, um contorno escuro foi crescendo em direção ao centro do quadrado. Sobrava um círculo de visão que ia diminuindo, diminuindo,...

O grito sufocando, os braços doendo,...

...diminuindo, diminuindo,...

Os olhos cheios de medo...

Escuridão!

Tuesday, August 01, 2006

Sobre a mentira

- Eu te ligo!

- Eu te liguei a noite toda, mas só dava ocupado.

- Eu ia te chamar, mas não deu tempo.

- Eu queria que você tivesse ido.

- Pensei em te chamar, mas achei que você nem ia querer ir.

- Pode deixar que eu vou.

- Eu fiquei trabalhando.

- Não tem nada a ver com você.

- Eu não fico inventando desculpas!

- Eu sei que fiz mal.

- Eu não mentiria p’ra você!

- Eu te ligo.