Tuesday, October 20, 2009
Um dia...
Tuesday, October 13, 2009
Wednesday, September 16, 2009
Sunday, July 19, 2009
Simplesmente ela
Uma silhueta e um ponto vermelho luminoso de um cigarro aceso. A silhueta se mexia pouco e com movimentos secos mas leves e elegantes.
Foi o suficiente p’ra me fazer chorar.
Eram, ainda, os primeiros segundos da peça e eu já chorava como se vivesse um reencontro há muito aguardado.
Simplesmente eu. Clarice Lispector. A peça que descobri por acaso que está em cartaz: fui ao CCBB ver a exposição Saint-Étienne – cite du design e, ao chegar, dei de cara com o cartaz da peça (“10/07 a 02/08”). Fui logo para a bilheteria – difícil explicar essa situação p’ra quem não acredita em destino:
- Os ingressos para a peça Simplesmente eu já estão à venda?
- Todas as sessões já estão esgotadas, mas temos cadeiras extras p’ra hoje.
Independente de acreditar ou não, senti aquela alegria que só um encontro não proposital com uma obra ou um autor/artista nos dá.
A exposição é bem interessante, várias coisas legais (a vontade de ter a poltrona Casulo – ou cadeira-cobertor como o blog do GNT chamou – só aumentou) e tudo organizado de uma maneira bonita. (Tirei várias fotos, só preciso revelá-las)
Ah, teve um momento muito bom também. Um cidadão se aproximou de uma peça e... TOC-TOC... deu-lhe duas batidas como se fosse a porta da casa de um vizinho barulhento.
- Senhor, não é permitido tocar nas obras.
- Mas eu preciso saber do que são feitas! – Tunico bem observou que as letras tamanho 70 na parede não eram suficientes para esse cidadão: CERÂMICAS.
- Mas, senhor, não pode tocar nas obras!
- Eu sou da área, preciso saber do que são feitas.
“Eu sou da área”, a mais nova desculpa para a ignorância!
Em todo caso... Exposição à tarde e Rice à noite.
A peça é linda: um monólogo... Se bem que, discordando de todas as notícias sobre a peça, acho que são monólogoS: o de Clarice e os de suas personagens – as outras Clarices.
São trechos de entrevistas, dos livros Perto do Coração Selvagem e Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres e dos contos Amor e Perdoando Deus. Beth Goulart (absurdamente parecida com Clarice) usa apenas figurinos (muito bonitos) e o sotaque para mudar da fala da autora para as falas de suas criações.
Bom, todos sabem que amo as palavras de Rice, então nem preciso dizer que amei a peça. Talvez nem mesmo precisasse dizer que chorei, mas... quando ouvi o trecho que sabia que ia ouvir (se há Uma Aprendizagem..., tem que haver a famosa oração), o fiz como uma criança que se perde dos pais num shopping em véspera de Natal.
Lindo. Recomendo.
Amém!
Friday, July 10, 2009
Dois anos de pizza
(um aviso aos mais sensíveis: este texto é brega e meloso!)
Hoje é dia da pizza e, para comemorar, vou dividir minha receita preferida.
A massa são seus braços que sustentam o recheio e não deixam os ingredientes caírem. Esses são sempre frescos, colhidos com um “bom dia” e um beijo atrás da orelha: são rodelas de carinho, fatias de abraços e vários pedaços de conversas. Tudo isso salpicado com os muitos sorrisos que você me traz.
Em dois anos na dieta dessa pizza, já perdi e já ganhei muito quilos:
- perdi o peso dos dias solitários; perdi a gordura trans dos domingos, que nos mata um pouco a cada mordida; perdi o gosto de conversa pronta que estava grudado a minha garganta havia meses;...
- ganhei o sabor da sua companhia e o ômega 3 que protege meu coração; mas também ganhei o peso de tentar corresponder às expectativas.
Estou sempre tentando ser uma “comedora” à altura dessa pizza. Minha preferida.
Feliz dois anos, querido!
Saudades...



